Mercado valoriza cada vez mais espírito de liderança
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domingo, 09 de setembro de 2007
Marco Feltrin<br>eportagem Local 
Conhecimento de gestão. Um termo aparentemente complicado está virando ferramenta imprescindível para o profissional interessado em se destacar no mercado de trabalho. Esse tal ''conhecimento'' nada mais é do que o perfil de liderança, que permite ao gestor orientar equipes em torno dos objetivos da empresa.
Este tipo de perfil profissional atrai cada vez mais a atenção das empresas, devido à maior possibilidade de obter resultados, segundo a psicóloga e consultora organizacional Ana Silvia Alves Borgo.
''O líder tem um papel fundamental na mobilização de pessoas e recursos que contribuem para o alcance dos objetivos organizacionais. Cabe a ele indicar a direção, o que significa propor perguntas bem estruturadas em vez de oferecer respostas definitivas'', afirma Ana Silvia.
Para a consultora organizacional, líderes não nascem prontos, desenvolvem características que, ao longo do tempo, ajudam a formar o perfil tão desejado pelas empresas.
No entanto, o profissional não pode esquecer as características pessoais que qualificam o exercício da liderança, valores como respeito, confiança, lealdade e transparência, além da autoconfiança e empatia.
O professor de gestão de recursos humanos em Administração, Antonio Benedito Guirro, compartilha a opinião de que a liderança é uma ferramenta de gestão que deve ser desenvolvida pelo profissional, mas lembra que teorias antigas tentavam provar o contrário.
''As primeiras teorias acerca do tema mostravam que o líder era apontado por traços físicos. O alto e forte formavam a imagem ideal do líder. Até que apareceram personalidades como os líderes pacifista Mahatma Ghandi e nazista Adolf Hitler, que não tinham essas características e derrubaram a teoria''.
Outra imagem que, segundo o professor, deve cair por terra é a de que o líder fique marcado apenas como chefe, aquele que está em um nível superior. ''O líder não é o super-herói, é aquele que está do lado ajudando, orientando. Por isso, liderança deve ser sinônimo de confiança. Não se conquista nada pela coação, pelo medo''.
De acordo com Guirro, é possível identificar e estimular pessoas com perfil de liderança ainda dentro da universidade, mas sem deixar de lado os que podem adquirir as características.
''Todos, de certa forma, desenvolvem estas ferramentas. Uns já têm traços mais definidos, outros precisam ser mais trabalhados. Só de apresentar um trabalho na sala de aula já expõe o aluno a uma situação de liderança'', garante o professor.
Conquista - O gerente bancário Delmindo Luiz Rosa é um bom exemplo de como a liderança pode ser conquistada. Ele começou a trabalhar em banco com 14 anos, como menor aprendiz, passou por quase todas as funções, aproveitando os cursos de treinamento e qualificação oferecidos pela instituição.
''Este processo de formação nos faz conhecer toda a empresa, dá oportunidade de crescimento e descobre novos talentos'', afirma Delmindo, que após um programa de identificação interna de gestores chegou ao cargo de gerente-geral de agência.
Para Delmindo, a tarefa de trabalhar em equipe é o maior desafio enfrentado por um líder. ''São pessoas diferentes, com pensamentos diferentes. Se, por um lado, aumenta a criatividade, também crescem os conflitos. É aí que entra a habilidade do líder para convergir as idéias de acordo com os interesses da empresa''.
Buscar conhecimentos sobre a instituição e a área de atuação é fundamental para um profissional que deseja exercer liderança. ''Outros fatores que fazem a diferença são as habilidades de comunicação, conhecer bem os liderados e manter sempre o bom humor, o que gera um clima agradável no ambiente de trabalho'', sugere o gerente.


