Mercado exige pró-atividade
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domingo, 17 de fevereiro de 2008
Érika Gonçalves<br>Reportagem local 
Ter diploma, falar inglês e saber informática não é mais diferencial para um bom emprego. O mercado de trabalho está mudando, os vínculos empregatícios estão diferentes. Como se comportar nesse mercado? Para Cristiane Zagui, especialista em Psicologia Organizacional e do Trabalho, consultora do Sebrae e trabalha também como Consultora Organizacional, ser dono da carreira significa tomar para si a responsabilidade do desenvolvimento da sua vida profissional, independente das ações que as empresas possam fazer. Buscar informação, atualizar-se.
Segundo Cristiane, antes imaginava-se que empregabilidade era buscar novas oportunidades fora do ambiente de trabalho. Hoje, sabe-se que é também estar mais competitivo dentro da empresa onde se está. A noção de emprego também está mudando, não é somente o emprego formal, mas também a prestação de serviço. E para isso também é preciso cuidar de sua carreira.
Para ser competitivo, é necessário buscar especificação, mas também ser multifuncional. Quem quer se firmar no mercado também precisa ir além do básico. Na informática por exemplo, o básico todo mundo sabe. Encontrar quem tem conhecimentos avançados é mais difícil. E é nisso que você vai ser mais competitivo.
A consultora lembra ainda a necessidade de se planejar a carreira, saber onde se quer chegar. Nas entrevistas de seleção se pergunta quais são as metas, quais são os objetivos e as pessoas não sabem exatamente o que querem. Ou até têm claro o que querem, mas não partem para a ação.
Adilséia Floriani Batista é um exemplo de profissional que nunca descuidou da carreira. Formada em Psicologia, durante a faculdade já definiu a área de interesse e partiu em busca disso, começando pelos estágios. Após formada, continuou investindo em conhecimento, por meio de pós-graduação, livros, revistas e cursos na área.
Sempre que tinha oportunidade, pedia para fazer atualizações custeadas pela empresa e aplicava de volta os conhecimentos obtidos. Seu último emprego foi em uma empresa pública, onde era concursada e ficou por 16 anos.
De olho no mercado, ela percebeu que ali não teria mais desafios e foi em busca de novas experiências, agora em uma empresa privada. Acho que não se deve ficar falando mal da empresa. Se não está feliz, vá em busca de alternativas, diz ela.
Outra preocupação referente à carreira é relacionada as pessoas que saíram do mercado de trabalho por um tempo e agora querem voltar. É importante que essa pessoa busque todas as suas redes de contato para se disponibilizar, faça um bom currículo, uma boa apresentação onde potencialize tudo o que já fez de bom e busque retomar a qualificação se ela não tiver, diz Cristiane Zagui.
Ela lembra que o currículo é uma ferramenta muito importante para quem gerencia sua carreira. E avisa que ele não deve ser exclusivo de quem está buscando colocação no mercado.
Quem está empregado também deve manter seu histórico profissional atualizado, pois podem surgir oportunidades dentro da própria empresa ou ainda atividades paralelas. O bom profissional tem de estar preparado, afirma.
Ela aproveitou para dar dicas de como fazer um bom currículo e alerta: Trabalho combina com discrição e com bom senso. Não adianta ficar fazendo mega currículos, usando tons diferentes de cores, de papel. É preciso ser claro, coerente e objetivo para que as pessoas que olhem saibam exatamente o que busco.
Dicas
Ao fazer seu currículo, procure:
- ser sucinto, mas sem omitir informação
- ser verdadeiro e incluir dados consistentes
- ser coerente
- colocar dados pessoais, formação acadêmica, objetivo, tragetória profissional - sempre reforçando pontos mais positivos dentro do objetivo que se quer -, atualizações (cursos) - questões relacionadas a informática e idiomas também são importantes


