A princípio, a nova insulina glargina não deverá estar disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), segundo o gerente da divisão de diabetes da Aventis Pharma, Marcus Diniz. ''O preço maior que o das insulinas disponíveis é um fator limitante. Nesse primeiro momento vamos focar o mercado privado, mas há interesse e vamos estudar a possibilidade do medicamento estar disponível no SUS'', disse. Segundo ele, o novo medicamento já está disponível em 222 farmácias credenciadas em todas as regiões do país e nestes locais os pacientes receberão gratuitamente uma caneta aplicadora de insulina.
Em Londrina, a estimativa da secretaria municipal de Saúde é que existam 11,1 mil diabéticos. Através da rede pública, 2,5 mil pacientes recebem mensalmente a insulina NPH, e 150 a insulina regular, além de seringas. Os medicamentos são fornecidos pelo Ministério da Sa© úde. Nos postos de saúde do município, o paciente pode fazer o teste para detectar se tem diabetes.
No Brasil, o mercado de insulina e remédios para diabetes movimenta hoje R$ 60 milhões. Com o lançamento do Lantus, a Aventis quer garantir uma fatia de 30% desse mercado. A demanda para o novo medicamento no país, segundo Diniz, é de 20 mil pacientes. Nos Estados Unidos, Alemanha e Reino Unido, onde o medicamento já é comercializado desde 2002, as vendas movimentaram 299 milhões de euros. O lançamento oficial do produto acontece no final do mês, em Paris, durante o Congresso Mundial de Diabetes.

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