Mercado de combustíveis
A comercialização de combustíveis em Londrina sempre foi problemática. Notícias sobre variações bruscas de preços, adulterações nos produtos, fraudes nas bombas, atentados contra empresários, formação de quadrilha, entre outros crimes, não chegam mais a surpreender os consumidores. Virou parte da rotina da cidade.
Ontem, matéria desta FOLHA mostra o aumento repentino de 16,7% nos preços da gasolina. Em uma semana, o preço médio saltou R$ 0,21, de R$ 2,58 para R$ 2,79. Na última semana, Londrina registrava um dos menores preços do Estado, entre os 30 municípios onde é feito o levantamento. Vale ressaltar que essa movimentação não tem qualquer relação com o mercado nacional e nem mesmo é justificada pelo sindicato da categoria, o Sindicombustíveis-PR. Segundo a entidade, o aumento está relacionado ''a uma guerra de mercado que se arrasta há muito tempo em Londrina''. Todo consumidor sabe que disputas por mercados são comuns entre empresas, mas o que causa estranheza é a constância com que isso ocorre. Na cidade, o setor parece seguir regras próprias e que não estão sujeitas às leis tradicionais do mercado nacional. Nem é preciso lembrar que, sempre, os mais prejudicados são os próprios consumidores.
Em todo segmento há bons e maus profissionais e é importante esclarecer que não se trata de generalizações. No entanto, o setor precisa passar por um processo de recuperação da sua credibilidade. É preciso esclarecer melhor a população sobre a tal ''guerra de preços'' travada entre distribuidores, como identificar fraudes e escapar de adulterações. É preciso que o próprio segmento se aproxime da comunidade para esclarecer essas situações e tentar explicar a ''lógica do mercado''. O consumidor também tem que fazer a sua parte e abastecer somente em postos idôneos. Preços baixos, abaixo dos praticados pelo mercado, devem gerar desconfiança porque nenhum empresário trabalha com prejuízo. Há casos em que o barato pode sair muito caro, uma vez que combustível adulterado provoca estragos no veículo. É preciso atenção e prudência. A moralização de um setor também deve ter a ajuda dos consumidores.





