Indicadores apresentados nessa semana pela indústria da construção civil dão mostra de que o segmento vai continuar em crescimento no próximo ano. O setor é estratégico e fundamental para o desenvolvimento do País, que ainda carece de obras de infraestrutura básica. Amparada em dois grandes eventos – a Copa do Mundo de Futebol e as Olimpíadas, que serão realizadas respectivamente em 2014 e 2016 – e em projetos federais, como o Programa de Aceleração do Crescimento e o habitacional Minha Casa Minha Vida, a cada ano a construção civil se consolida como um dos sustentáculos da economia nacional seja pela geração de emprego ou pela movimentação das reservas.
  Balanço anual divulgado pelo Sindicato das Indústrias da Construção do Estado do Paraná (Sinduscon-PR) projeta crescimento de 4,8% neste ano, índice que ficará acima do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, previsto pelo Ministério da Fazenda para terminar o ano em 4%. Já para 2012, o porcentual deve manter crescimento, estimado em 5,2%, o que distancia ainda mais o setor do PIB que, segundo analistas, deverá ficar na casa dos 3%. Em valores correntes o setor movimentou cerca de R$ 165 bilhões em todo o País, um aumento de 278% desde 2001.
  Os números mostram a grandiosidade de um setor, que contribui para o desenvolvimento de diversas cadeias, desde a geração de emprego até outros setores finais, como a indústria moveleira e de decoração. Além disso, outro fator positivo é o crescimento sustentável, uma vez que as construtoras não dependem de investimentos estrangeiros, o que até certo ponto contribui para o descolamento do cenário externo, que é de crise financeira. Se houver temor no mercado financeiro, a tendência é que as divisas sejam aplicadas em imóveis, considerados ‘‘bem de raiz’’.
  A avaliação dessa conjuntura aponta para um cenário positivo para o segmento, mas é preciso que os investimentos tenham continuidade. A aquisição de imóveis ainda é um dos principais sonhos de consumo dos brasileiros e, por isso, os incentivos do governo federal e a facilidade de acesso ao crédito são de extrema importância. Se o setor já respondeu positivamente em um quadro de crise econômica, como ocorrido há três anos, a construção civil se credencia para novamente blindar o País contra respingos externos.

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