Temos dito que as guerras primeiro começam nas mentes individuais, vão ganhando consistência de massa na medida em que mais pessoas criam guerras dentro de si, até que irrompa a explosão, em forma de pequenas e grandes tragédias, individuais ou coletivas, podendo chegar a grandes conflitos armados entre nações. Tal acaba ocorrendo, geralmente, onde as circunstâncias se apresentam mais propícias. No presente momento, um foco vulnerável é o ódio que domina Estados Unidos e Iraque. Queira a humanidade que esse caldeirão não entorne! Porque, se ela inconscientemente robustece de carga essa bateria de acumulação, pode valer-se da mesma força e reverter a corrente, já que em sã consciência não deseja a guerra.
E de que forma reverter? Com o envio de muita emanação de luz para George Bush e Saddam Hussein e para os capitães da indústria americana da guerra e todo o contingente populacional de potente nação do norte, que em grande maioria alimenta ideais de confronto. No que respeita aos EUA, esse conflito iminente não se sustenta apenas na mente da família Bush, mas há por trás, antes de tudo, uma vontade americana. Que encontrou no pai e no filho e no espírito pouco santo desse clã os catalisadores certos para deflagrar o que é uma tendência dominante dessa civilização.
Há que a humanidade unir-se e mentalizar os impulsos de guerra se enfraquecendo e a corrente de entendimento e paz triunfando. Alimentar ódios contra um ou outro dos litigantes é colocar mais fogo nesse poço de petróleo. Todos sabemos que a nação mais bíblica do mundo é também a mais guerreira, e justamente esta é que precisa receber muita iluminação por parte da humanidade consciente.
É de uma cidadã americana, muitíssimo conhecida em seu país a escritora e ensaísta Susan Sontag, de 69 anos a afirmação recente de que ''há muito irracionalismo nos Estados Unidos'', por conta de seus ''100 milhões de maníacos religiosos'', que ''acreditam no diabo e no fim do mundo''. Essa corrente fanatizada acaba por criar uma bola de neve de vibrações negativas. A erupção da guerra é uma das consequências, pela somatização de admitidas forças demoníacas, que se não existem acabam sendo criadas pela forma-pensamento da crença.
E os brados antiguerra, nas ruas, produzem efeito político mas também potencializam a fúria guerreira, se estiverem carregados de ira. A atitude deve ser de meditação e prece e muita canalização de paz dirigida para esse ponto de convulsão, com o despojo de todo sentimento de ódio contra uma ou outra facções em conflito. As pessoas não têm dado muito importância a essas mentalizações, mas elas representam um poder. Há que usá-lo. A parte sã da humanidade não pode ficar indiferente enquanto o mundo está na iminência de explodir.
WALMOR MACARINI é jornalista em Londrina