Menores ao volante
Somente a combinação de fiscalizações efetivas, punição exemplar aos responsáveis e campanhas educativas é que podem reduzir a quantidade de menores que dirigem veículos ou motocicletas. Proibido pela legislação brasileira, as consequências do ato são escancaradas quase que diariamente pela imprensa: acidentes com mortos, feridos e muitos prejuízos.
Notícias fragmentadas podem ser mensuradas a partir de pesquisa com estudantes do 9º ano, com idades entre 13 e 15 anos, feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e divulgada durante esta semana. Conforme o levantamento, 27,1% dos adolescentes afirmaram ter dirigido um veículo motorizado nos 30 dias anteriores à pesquisa; 19,3% disseram ter andado de motocicleta sem usar capacete. Ao todo foram entrevistados mais de 100 mil adolescentes em 2.842 escolas de todo o País. Em Londrina, segundo informações da Companhia de Polícia de Trânsito, 16 acidentes foram provocados por condutores menores de idade somente neste ano.
A falta de maturidade e a inconsequência próprias da idade, associadas à falta de limites impostos pelos pais, acabam por potencializar os efeitos dessa direção e da não utilização dos acessórios de segurança. Sem experiência ao volante, sem conhecimento das condições do próprio automóvel e do tráfego somados, em muitos casos, à alta velocidade propiciam o cenário para a ocorrência de uma tragédia.
Por isso, se faz tão importante a realização de campanhas educativas. Os efeitos da alta velocidade, da combinação entre direção e bebidas alcoólicas têm que ser evidenciados para todos os motoristas. As crianças também podem exercer papel relevante porque elas cobram dos adultos uma conduta correta, à maneira que lhes foi ensinada.
Outro ponto importante são as fiscalizações. A realização constante de blitze certamente contribui para coibir infratores. À medida que a população perceber a presença da polícia nas ruas, a ocorrência de irregularidades tende a cair. A legislação que rege os crimes praticados no trânsito precisa ser melhor discutida e modificada, a fim de tornar a punição mais efetiva.





