Menina curada é convidada de honra
A menina Iza Bruna Vieira de Souza, de 9 anos, viajou a Roma como convidada especial para fazer a primeira comunhão na Praça de São Pedro, na missa de canonização de Santa Paulina. Nascida em Rio Branco, no Acre, em 5 de junho de 1992, com grave malformação cerebral (diagnosticada como meningoencefalocele occipital de grande porte), ela ficou curada, de maneira miraculosa, instantânea, perfeita e duradoura, cinco dias depois. Reconhecida como milagre pela Congregação para as Causas dos Santos, a cura foi fundamental para levar Amabile Visintainer aos altares.
O milagre foi atribuído à intercessão de madre Paulina porque a avó da menina, Zaira Darub de Oliveira, a confiou à proteção da religiosa, quando percebeu que ela corria risco de vida. Iza Bruna teve crises convulsivas e parada cardíaca, depois de fazer uma cirurgia. Os pais, parentes, amigos e as enfermeiras do Hospital Santa Juliana, onde ela nasceu, rezaram a madre Paulina, a pedido da avó. Em 7 de julho de 2001, o papa promulgou o decreto que aceitava o milagre para a canonização.
Madre Paulina já era beata desde 18 de outubro de 1991. A cerimônia de beatificação foi em Florianópolis, durante a segunda viagem de João Paulo II ao Brasil. Nesse caso, Eluiza Rosa de Souza foi a beneficiária de um milagre, também atribuído à freira, que a Igreja admitiu como cura extraordinária. Tratava-se de um caso complicado: Eluiza sofreu choque considerado irreversível, em consequência de hemorragia provocada pela extração de um feto que, após morte intrauterina, havia ficado retido por vários meses no útero. Tanto para a beatificação como para a canonização, a Igreja exige a comprovação de um milagre.
Irmã Célia Cadorin, que nos últimos 18 anos trabalhou como postuladora nas causas de beatificação e de canonização de Santa Paulina, promete dedicar-se agora a Frei Galvão. A causa de canonização do Beato Galvão está parada, porque ultimamente só pude me ocupar de madre Paulina, disse Irmã Célia. Natural de Guaratinguetá e fundador do Mosteiro da Luz, em São Paulo, onde está sepultado, o frade franciscano seria o primeiro santo brasileiro. O outro beato, padre José de Anchieta, cujo processo está atrasado por falta de um milagre, era espanhol das Ilhas Canárias.





