O Fórum Social Mundial (FSM) foi palco de debates, conferências, shows e também de protestos. Além de pacifistas, campesinos e artistas, foram realizadas passeatas envolvendo até ''peladões'', criticando a repressão social.
A maior mobilização foi registrada no primeiro dia do FSM (quinta-feira, dia 23), quando mais de 80 mil pessoas participaram da Marcha da Diversidade. Os manifestantes percorreram o centro de Porto Alegre (RS), cantando músicas de protesto e empunhando cartazes e faixas, muitas vezes escritos em línguas pouco conhecidas.
Houve ainda manifestos de apoio aos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e também e ao venezuelano Hugo Chávez. Os ambientalistas do Greenpeace protestaram contra as usinas nucleares brasileiras Angra I e II, enquanto grupos pacifistas se mobilizavam contra a possível guerra contra o Iraque.
A passeata que mais atraiu a atenção dos visitantes e moradores da capital gaúcha foi o protesto informal de dezenas de universitários, que caminharam nus pela orla do Lago Guaíba, na noite do último domingo. Sob o slogan ''Abaixo a repressão, todo mundo peladão'', eles criticaram os ''costumes conservadores mantidos pela sociedade durante séculos''.
O grupo foi acompanhado de perto pelos policiais militares, que acabaram prendendo dois integrantes mais exaltados. Ambos foram liberados poucas horas depois.

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