O crescimento econômico não será viável se não houver investimento no escoamento da produção. Esta é a posição do empresariado paranaense e das lideranças empresariais do bloco compreendido pelos Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. São necessários R$ 6 bilhões para recuperação de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos, e só a cota do Paraná será de R$ 2,5 bilhões. Partindo para a mobilização, as federações das indústrias dos três Estados reúnem-se em Curitiba na próxima segunda-feira. Na ordem do dia a discussão e a apresentação aos parlamentares das bancadas do bloco sul, no Congresso, e ao governo federal, de uma pauta reivindicatória naquele sentido. O pedido é que a verba reclamada seja incluída no orçamento do ano que vem, por isso a urgência. Os Estados sulinos figuram entre os grandes produtores industriais e agrícolas, com expansão progressiva nesses campos, e essa dinâmica já encontra afunilamentos na infra-estrutura de transportes, porque o Brasil não está preparado para o crescimento produtivo que vem experimentando. Os cálculos já estão feitos e as necessidades do Paraná serão superiores a R$ 1 bilhão para as ferrovias, R$ 800 milhões para as rodovias, R$ 373 milhões para os portos e R$ 171 milhões para os aeroportos. Como a tendência é de aumento da produção rural e industrial, prevê-se um estrangulamento, e não apenas no Sul mas em todo o Brasil, onde é idêntica a situação de precariedade dos sistemas de transporte. Analistas apontam para ampliação, principalmente, da malha ferroviária que barateia o custo dos fretes e a modernização de ferrovias, de forma a aumentar a velocidade dos trens de 10 para 60 quilômetros horários.
É relevante observar a ação política da classe empresarial, que age na hora oportuna e deve, mesmo, ser a capitaneadora desse movimento e mobilizar a representação parlamentar em Brasília. Há que haver vigorosa pressão e insistente cobrança, porque é dessa forma que as conquistas são alcançadas. Deputados e senadores dos três Estados devem abraçar decididamente a causa, porque o sistema de produção avança e não espera. Doravante irá num crescendo a reivindicação pela melhoria dos transportes, porque a cadeia produtiva expande-se, com sinais otimistas de progressão. O governo não pode negligenciar e precisa cumprir a sua parte, porque a hora não é para mais considerações e sim para a pronta ação. Não há tempo a perder.

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