As empresas, como podem, vão cumprindo a sua parte nas relações com os empregados, e algumas melhoram essa performance, como mostra pesquisa publicada ontem neste Jornal. Apesar do Governo atrapalhador e da sobrecarga tributária, levantamento por amostragem feito na região sul do País revela que os benefícios concedidos aos trabalhadores, pelas empresas, são maiores do que os exigidos pelas convenções trabalhistas. Todas as empresas analisadas oferecem benefícios de assistência médica e odontológica, psicoterapia, seguro de vida. Quase todos os seus convênios médicos aceitam o funcionário e também familiares ou dependentes. Essas empregadoras fornecem, igualmente, algum tipo de alimentação, através de refeitório ou de vale-refeição. Segundo a pesquisa, nas empresas sulinas existe uma maior preocupação com os funcionários. A vantagem é também dos empregadores, porque sai mais barato esse atendimento (que não gera encargos tributários) do que pagar em dinheiro. Mas não apenas isto: os benefícios compreendem também transporte, estacionamento, empréstimos, previdência complementar, auxílio-educação, favorecendo trabalhadores e familiares. Essas práticas vão criando uma nova mentalidadade, a de que a empresa é uma só engrenagem. Só é apontada como falha a necessidade, ainda, de as empresas terceirizarem setores, embora muitas o façam. Falta agora a parte pública, que é um corte acentuado nos encargos tributários sobre o salário que o Governo abocanha com voracidade, subtraindo do ganho do trabalhador, porque, se a legislação determinasse, esse montante poderia ser canalizado de bom grado pela empresa diretamente para o empregado. Outra providência necessária é a reforma da lei do trabalho, inibidora do emprego por amedrontar o empregador, face à indústria da ação trabalhista e às pesadas e indevidas indenizações, algumas devastadoras e capazes de levar a empresa à falência. Mas, por conta de ''proteger o trabalhador'', os legisladores não ousam tocar na Consolidação das Leis do Trabalho, e assim geram grande prejuízo à causa do emprego. Em países altamente desenvolvidos, como o Japão, a lei trabalhista quase não é acionada, e nos Estados Unidos não existe Justiça do Trabalho. No caso dos EUA, os sindicatos de trabalhadores são fortíssimos e operam em consonância com as empresas, porque as reconhecem como mantenedoras de empregos. No Brasil, os sindicatos as consideram inimigas. Com a melhoria progressiva de salários e a concessão de outros benefícios aos empregados, com um ajuste da lei pertinente e a diminuição dos encargos sociais vinculados ao emprego afinal, vive-se sob o império de um governo que emerge do Partido dos Trabalhadores o Brasil ampliará as ofertas de trabalho e irá melhorando a qualidade de vida desses serviçais e suas famílias. Assim irá subindo rumo ao patamar de primeiro mundo.

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