Meirelles e Jucá na mira da Justiça
Aumenta a repercussão em torno das acusações contra o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e do ministro da Previdência, Romero Jucá. O ministro Jucá é acusado de diversos ilícitos amplamente divulgados pela imprensa , inclusive contra a Previdência. A sua indicação para o cargo configurou claramente a personificação do ''cabrito tomando conta de horta''. Contra Meirelles, entre outras acusações, pesa a remessa ao exterior de US$ 1,4 bilhão, após a desvalorização do real, em janeiro de 1999. Felizmente, de nada adiantou o governo do PT e o próprio partido, terem ''bliandado'' Meirelles, conferindo-lhe status de ministro. Apesar do manto protetor do Planalto, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou quebra de sigilo fiscal do (por enquanto) todo poderoso presidente do BC. A remessa foi feita quando Meirelles era presidente mundial do BankBoston Corporation. O BC, àquela época, não registrou a operação mas, mais tarde, atestou sua legalidade. Na trajetória do presidente do Banco Central a Justiça relaciona, entre outras acusações graves, uma que foi considerada crime eleitoral. É que na eleição de 2001 Meirelles não apresentou a declaração do Imposto de Renda, alegando que morava fora do País. Mas não foi esta a informação que deu ao registrar sua candidatura a deputado federal pelo Estado de Goiás. Não se sabe a quem enganou mais, à Receita, tão rigorosa com contribuintes mortais comuns; ou à Justiça Eleitoral, tão ciosa do cumprimento da lei, às vezes arrogante. Na esteira dos que clamam por justiça estão os sindicalistas da Força Sindical, que ontem aderiram ao grupo que defende o afastamento do presidente do BC durante a investigação autorizada pelo STF. Meirelles clamam os sindicalistas é acusado de crime contra o sistema financeiro, evasão de divisas e crime eleitoral. E se o relator do caso no STF, Marco Aurélio de Mello, determinou a quebra do sigilo fiscal de Meirelles e das empresas por ele controladas, é porque a denúncia é grave. Mas os políticos do planalto ainda o defendem, até mesmo Aldo Rebelo, da Coordenação Política que tem recebido chutes no traseiro e, por pressão do PT, está quase fora do Planalto acabou assumindo posição favorável ao afirmar que Meirelles e Jucá devem permanecer nos cargos, enquanto investigados. O poder transforma as pessoas. E o presidente da Câmara, Severino Cavalcanti garantindo sempre que está lúcido depois de defender a saída de Meirelles e Jucá, mira agora contra o, aparentemente inofensivo, ministro Luiz Gushiken, da Secretaria de Comunicação. A grande imprensa aborda o assunto com certo desinteresse.





