As mudanças no programa Minha Casa, Minha Vida anunciadas nesta semana pela presidente Dilma Rousseff (PT) e as novas linhas de crédito lançadas pela Caixa Econômica Federal para compra de materiais de construção, móveis, eletrodomésticos e eletroeletrônicos indicam que o governo pretende continuar a investir na indústria da construção civil como uma das medidas para blindar o País contra a crise econômica internacional.
No caso do programa habitacional, a proposta é aumentar os limites de renda familiar que podem acessar o programa e os valores financiados. Atualmente são beneficiadas somente famílias com renda de até R$ 5 mil por mês que queiram comprar imóveis com preço de até R$ 170 mil. Os recursos utilizados são do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e tem juros máximos de 8,16% ao ano. Um dos argumentos para a mudança é que os recursos não estavam sendo utilizados pela classe média devido ao teto máximo liberado, principalmente nas capitais onde o preço dos imóveis é mais alto.
Com as mudanças, para famílias com renda de R$ 3.101 a R$ 5 mil, a taxa baixou de 8,16% para 7,16%. Ainda não foi informado o índice que será aplicado para o público com rendimentos entre R$ 1,6 mil e R$ 3,1 mil, que hoje têm juros de 6% ao ano. Para as famílias com renda de até R$ 1,6 mil, o governo compra o imóvel e subsidia até 95% do valor. Além disso, a Caixa anunciou a injeção de R$ 13 bilhões do governo e, desse total, R$ 3 bilhões serão destinados ao financiamento de material de construção, dentre outros, para clientes ligados ao Minha Casa, Minha Vida. As taxas são diferentes para cada faixa de renda familiar.
Estímulos à produção industrial como forma de manutenção do emprego e da renda sempre são positivos. Além disso, a construção civil é um dos setores que devem continuar em alta nos próximos anos puxada pelos grandes eventos esportivos e pela necessidade de melhorias na infraestrutura logística do País. Apesar de ter registrado queda na arrecadação, é saudável à economia que o governo reduza taxas de juros e inclua mais pessoas em seus projetos como forma de estimular o desenvolvimento do País.

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