Brasília – O Conselho Regional de Medicina (CRM) do Distrito Federal abriu sindicância ontem para apurar a responsabilidade do cirurgião plástico Marcelo Caron na morte de Adcélia Martins de Souza, 39, durante uma cirurgia de lipoaspiração. De acordo com o laudo do Instituto Médico Legal (IML), a morte ocorreu por causa de perfurações, feitas com uma caneta de lipoaspiração, que provocaram hemorragia interna. A operação foi feita na manhã de terça-feira no Hospital Anchieta, em Taguatinga, cidade-satélite de Brasília.
Segundo Eduardo Pinheiro, da diretoria do CRM-DF, não foram encontradas falhas nos equipamentos e instalações do hospital. Porém, segundo ele, o médico não transferiu seu registro de Goiânia para Brasília, como determina o Conselho Federal de Medicina, e estava exercendo medicina ilegalmente. Em Goiânia, Caron é acusado pela morte de três pacientes em circunstâncias semelhantes à de Adcélia, e responde a 35 sindicâncias e seis processos ético. O médico havia feito um acordo com o Ministério Público de Goiás de que não exerceria medicina enquanto durassem os processos.

mockup