Médico da lipoaspiração é solto
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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2002
Agência Estado 
Brasília - O médico Denisío Marcelo Caron conseguiu voltar às ruas ontem, após passar quatro dias preso em Brasília. Ele é acusado de provocar a morte de cinco pacientes, nas quais fez cirurgias de lipoaspiração, além de ser alvo de 35 denúncias no Conselho Regional de Medicina de Goiás, feitas por ex-pacientes.
A prisão de Caron foi decretada pela juíza Leila Cury, a pedido do Ministério Público. Ontem, o desembargador Natanael Caetano, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF), revogou a prisão. Ele explicou que prisão preventiva é excepcional.
A história de Caron virou manchete policial com a morte da secretária Adcélia Martins de Souza na mesa de cirurgia, enquanto era operada pelo médico. Assim que Adcélia faleceu, a família de Graziela Murta Oliveira tomou coragem de denunciar Caron. A estudante passou três semanas na UTI e não reagiu ao tratamento. Com os dois casos de Brasília, surgiram informações de que três pacientes de Caron, em Goiás, também morreram depois de serem operadas por ele.


