Médico afirma que não se nasce homossexual
PUBLICAÇÃO
sábado, 09 de agosto de 2003
Phoenix Finardi<br>Reportagem Local 
Para o médico Walter Marcondes Filho, presidente da Associação Brasileira de Adolescência (ABRA), ninguém nasce homossexual. ''O homossexualismo é uma má elaboração edipiana que ocorre na primeira infância, entre 2 e 7 anos de idade, quando a criança começa a perceber a diferença entre os sexos. Os filhos se aproximam muito dos pais do sexo oposto. A primeira paixão dos meninos é a mãe e o papel do pai é frustrar essa paixão, mostrando que a mãe é namorada dele e não do filho'', ensina. Quando não existe a figura paterna, as mães devem desempenhar as duas funções ou arrumar uma outra figura masculina com quem a criança se identifique: um avô, tio ou amigo da família.
O médico garante que uma interferência nesta fase costuma dar resultado. ''Já atendi vários casos de crianças com comportamentos estranhos. Uma mãe trouxe o filho de 4 anos que só queria brincar de boneca e se vestir de mulher. O pai era caminhoneiro e vivia na estrada. Chamei ele aqui e expliquei que ele precisava passar mais tempo com o filho. O menino não era homossexual, só precisava de pai'', conta.
Trabalhando há mais de 20 anos com adolescentes, Marcondes ressalta que essa é uma idade de muita confusão, curiosidade e medo. ''Existe homossexualidade transitória nessa fase. Já atendi adolescentes que chegaram aqui dizendo que eram homossexuais e descobriram que estavam confundindo amor, amizade e até inveja com atração sexual'', aponta. Nesta hora, conversar com alguém mais velho e de confiança é fundamental.
O médico alerta para o risco de isolamento. ''O maior medo de um adolescente nessa situação é ser rejeitado pela família. As pessoas não imaginam o sofrimento de um jovem que descobre que é homossexual. Já tive pacientes que não tinham coragem de contar para os pais. A angústia é tão grande que eles ficam doentes, têm úlceras, gastrites, asma, queda de cabelo... Muitos partem para as drogas e perversão. Já vi quadros depressivos e até mesmo adolescentes com tendências suicidas. A sociedade, a escola e os pais precisam lidar com isso de forma diferente'', alerta o médico.


