Medicina: conhecimento científico x arte de curar
Não estamos preparados para conviver com doenças e enfermidades! É nosso desejo sempre estarmos com saúde, ter recursos e bem-estar e usufruirmos de uma longa vida, com alegrias.
Por isso, é claro que nosso ego e instinto de preservação sempre está atento aos perigos e às questões e notícias que interfiram neste nosso bem-estar.
Os meios de comunicação, e agora com as informações instantâneas e viralizadas, muitas vezes nos causam mais transtornos e confusão do que benefícios.
Concordamos que a divulgação de assuntos sérios e verdadeiros contribuem para levar conhecimentos e orientações e a classe médica apoia este caminho.
Mesmo porque utilizamos nossos meios científicos para divulgar os avanços da Medicina com novos equipamentos, tecnologias e estudos que contribuem para a melhora da saúde e que seguramente vão impactar na longevidade e na qualidade de vida da população.
Porém, em uma abordagem médico/paciente o profissional usa os conhecimentos da Medicina com critérios e não é apenas diagnosticar e tratar as diferentes patologias; é sim, ter a capacidade de associar as informações, sobrepô-las àquele paciente e apresentar o melhor caminho terapêutico, sempre obedecendo as diretrizes da responsabilidade médica.
Para esta decisão, o médico utiliza seus conhecimentos e de sua equipe, a experiência clínica, e atento à luz das atualizações científicas frequentes.
Não é ser especialista de um segmento corporal ou de uma determinada área ou o órgão específico, mas analisar quem é o paciente que está à sua frente. Suas condições clínicas, patologias associadas, faixa etária, etnia, estilo de vida, hábitos, capacidades e peculiaridades, de maneira a proporcionar a melhor terapêutica.
Este raciocínio não é linear e simples como inserções de dados em um computador, obter o diagnóstico e imprimir o tratamento (Dr. Google?).
Muitas vezes, é preciso rever os dados e modificar a abordagem com controles periódicos e análises constantes, pois cada paciente é único.
A medicina trabalha com várias conhecimentos e habilidades, e mesmo que cheguemos a um diagnóstico clínico, a forma de tratamento de cada paciente é específico e individualizado.
Por isso, devemos tomar cuidado ao receber e saber das responsabilidades ao repassar estas divulgações, para não fomentar dúvidas e inseguranças.
Um exemplo recente é o caso do medicamento fosfoetanolamina para tratamento de câncer, onde a interferência de outros poderes levaram a efeitos desastrosos com sérios prejuízos para muitos pacientes.
Ao depararmos com alguma doença, é como se deparar com uma viagem inesperada, temerosa e desconhecida. Neste momento, é bom contar com pessoas seguras e verdadeiras e que te fortaleçam com cuidados e conforto e estejam preparadas para enfrentar juntas quaisquer transtornos neste percurso em busca de soluções.
O médico e sua equipe em conjunto com o paciente, os familiares e amigos devem ser parceiros na trajetória do combate às doenças e recuperar a saúde, o equilíbrio, e a qualidade de vida para se viver bem. Saúde!





