Mato, falta de calçadas e de iluminação geram críticas
Em qualquer parte de Londrina, é fácil encontrar uma praça em estado de abandono. Diariamente, moradores e líderes comunitários de quase todas as regiões da cidade procuram espaço nos meios de comunicação para apresentar suas queixas.
Além do mato, um problema que atinge toda a cidade nesta época do ano, o presidente da Associação de Moradores do Jardim do Sol, Lucindo Carli Loures, reclama da falta de calçadas e iluminação nas praças do bairro.
De acordo com ele, o Jardim do Sol tem oito praças, incluindo a da igreja Nossa Senhora da Luz e a do Centro Comunitário. ''Essas duas estão até bem cuidadas porque a comunidade toma conta. Agora, as demais estão largadas mesmo. Embora, tenham mais de 40 anos, nenhuma delas tem luz própria'', justificou.
A escuridão é, com certeza, um dos maiores incômodos das praças. Isto porque elas servem de acesso às escolas dia e noite. Em resposta a essa reivindicação, o secretário municipal de Obras, Aloysio Crescentini de Freitas garante que a solução está a caminho. Segundo ele, a obrigatoriedade do pagamento da taxa de iluminação pública vai possibilitar a reposição de lâmpadas em prédios, ruas e logradouros comunitários.
''Com a retomada legal da cobrança no início do ano, conseguimos saldar uma dívida de R$ 30 mil com a Copel. A partir de agora podemos pensar em investimentos que deixaram de ser feitos o ano passado por causa da falta de caixa. Com o tempo, queremos trocar as lâmpadas de mercúrio por vapor de sódio, que são mais econômicas'', explicou.
Segundo a assessoria de imprensa da CMTU, Londrina tem mais de 300 praças. Cadastradas oficialmente são 231. Apenas 19 delas estão sob a responsabilidade da Ecosystem que também tem obrigação de limpar as ruas e conservar os lagos Igapó. O excesso de trabalho e a falta de estrutura são os argumentos mais usados pela CMTU e Secretaria de Meio Ambiente (Sema) para responder às cobração da população. ''Eles disseram que vão esperar acabar a época de chuvas para chegar até aqui'', disse Loures, que prefere aguardar sua vez na fila.
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