Às vésperas do retorno às aulas, a preocupação de muitas famílias se volta para a compra do material escolar. Em ano de crise econômica, não é fácil seguir as orientações dos especialistas, antecipando a aquisição e pagando à vista.

Para boa parcela da população, ainda é tempo de pesquisar e colocar na ponta do lápis a melhor forma de pagamento. Matemática complicada num país onde o salário mínimo teve reajuste de apenas 1,81%, o menor índice dos últimos 24 anos. Ao mesmo tempo, chegam os carnês de IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) e IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), que no caso de Londrina apresenta reajustes superiores a 400%.

Uma das dicas do Núcleo Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-LD) para economizar no material escolar é reunir um grupo de pais para ir às compras, pois no atacado é possível encontrar preços mais baixos. Ficar atento às exigências feitas pelas escolas sobre os itens também é importante. Segundo as orientações, as escolas só podem requerer os materiais utilizados nas atividades pedagógicas diárias do aluno, em quantidade coerente e sem restrição de marcas.
As unidades escolares também não podem determinar estabelecimentos comercias para a aquisição do material e nem incluir na lista itens de uso comum, como produtos de higiene e limpeza, além dos utilizados na área administrativa.

Outra alternativa para não se endividar é optar pela troca ou compra de livros usados em sebos ou de outros alunos. Reportagem publicada na FOLHA recentemente contou a experiência de pais de uma escola particular que passaram a usar as redes sociais na internet para venda, doação e troca desses itens, incluindo uniforme.
As famílias envolvidas relatam que a inciativa não tem só o objetivo de economizar dinheiro. Também é uma forma de incentivar crianças e jovens a reutilizar, compartilhar, doar e dar uma destinação mais nobre aos materiais que ainda estão em condição de uso.

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