Matadores de portugueses pegam até 150 anos de prisão
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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2002
Agência Estado 
Fortaleza - Os cinco assassinos dos seis empresários portugueses, mortos na Praia do Futuro, em Fortaleza, em agosto de 2001, foram condenados ontem a penas de 120 a 150 anos de prisão. A juíza da 4ª Vara Criminal, Roselene Facundo, divulgou no início da noite as sentenças dos envolvidos na chacina. O português Luís Miguel Militão Guerreiro, autor intelectual do crime, foi condenado a 150 anos de prisão; o segurança Raimundo Martins, a 132 anos; o cunhado de Guerreiro, Manoel Cavalcante, e os seguranças Leonardo Sousa dos Santos e José Jurandir Pereira, a 120 anos cada um.
Foram mortos os portugueses Joaquim Pestana da Costa, Manoel Barros, Joaquim Martins, Joaquim Mendes, Antônio Rodrigues e Vítor Manuel Martins. Todos os condenados estão presos desde 24 de agosto na sede da Polícia Federal de Fortaleza e vão agora cumprir pena no Instituto Penal Paulo Sarasate.
A Promotoria de Justiça havia pedido pena mínima de 133 anos e máxima de 201 anos para os acusados. Pelo Código Penal brasileiro eles só podem ficar presos durante 30 anos. Os acusados responderam por seis crimes de latrocínio, ocultação de cadáver e formação de quadrilha, com a agravante de crueldade.
O grupo de portugueses foi recebido no aeroporto de Fortaleza por Luís Miguel Melitão Guerreiro, no dia 12 de agosto. Depois seguiram para a barraca Vela Latina, na Praia do Futuro. Os empresários foram obrigados a entregar dinheiro e cartões de crédito. Segundo a Polícia Federal, eles foram agredidos a pauladas, pedradas e tiros, e enterrados, ainda vivos, na cozinha da barraca pelos seguranças Manoel Cavalcante, Raimundo Martins Filho, Leonardo dos Santos e José Jurandir Ferreira.


