Mata dos Godoy: conhecer para preservar
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quinta-feira, 07 de março de 2019
A 15 km do centro de Londrina, a única área verde remanescente da região existe sem que muitos conheçam a sua importância para a manutenção da biodiversidade e preservação da flora e da fauna. Trata-se do Parque Estadual Mata dos Godoy, uma área de floresta subtropical de 675,70 ha, localizada no distrito do Espírito Santo, que abriga algumas espécies ameaçadas de extinção, como cedro, guabiroba e palmito juçara.
Um estudo realizado pelo IFN (Inventário Florestal Nacional), do Ministério do Meio Ambiente, tema de reportagem hoje da FOLHA, mostra a relevância da Mata dos Godoy para a preservação da flora paranaense. Os pesquisadores catalogaram 587 espécies de plantas no Paraná. Dezenove delas estão na lista de ameaçadas de extinção.
Em entrevista à FOLHA, o diretor de Pesquisa e Informações Florestais do Serviço Florestal Brasileiro, Joberto Freitas, disse que o número é alto. Considerando que o Brasil tem aproximadamente de 8.000 a 10 mil espécies, o Paraná tem quase 600.
Entre as espécies em extinção, duas são de interesse econômico e social para o Estado: a araucária e o palmito juçara. Também estão na lista de risco: pinheiro-do-paraná, o pinheiro-brasileiro, xaxim, canela-sassafrás, embuia, sabão-de-soldado, bicuíba, grápia, butiá-da-serra, guabiroba, cedro, sucará e canela-preta.
Conforme os dados nacionais, o Paraná tem 3,1 milhões de hectares de florestas naturais, cerca de 16% de seu território. Mas setenta por cento dos locais visitados pelos pesquisadores tinham evidência de atividades humanas que alteram o meio ambiente. São poucos os locais com árvores centenárias, como as perobas, que somam 320 na Mata dos Godoy.
Parques urbanos com áreas verdes tão ricas trazem qualidade de vida para a população, pois além do equilíbrio ambiental, proporcionam contato com a natureza e ajudam a diminuir o estresse. Um inventário pelo qual é possível reconhecer a importância da Mata dos Godoy na preservação da flora e da fauna do Paraná é motivo de orgulho para os londrinenses, que precisam valorizar e visitar um espaço tão importante. Para preservar, é necessário conhecer.



