Considerando que o Brasil ainda atravessará um longo período de restrições devido à pandemia, o País ainda segue definindo novas medidas de proteção. As máscaras de pano, que no início foram alvo de críticas de infectologistas, acabou mesmo fazendo parte da vida do brasileiro. Na falta de uma proteção profissional, que funciona como um filtro, vale o velho e bom tecido como barreira para o vírus que transmite a Covid-19.

Na última terça-feira, a Câmara aprovou a obrigação do uso de máscaras em lugares públicos em todo o País. Para circular em espaços públicos e privados acessíveis ao público, inclusive em vias públicas e no transporte público, será necessário usar máscaras de proteção individual enquanto durar a pandemia. O texto segue para sanção do presidente Jair Bolsonaro.

Londrina e muitas cidades do País já adotaram a medida. Mas a partir da sanção de Bolsonaro, a obrigação valerá para todo o território nacional.

A Câmara aprovou as alterações feitas pelo Senado, incluindo a derrubada da multa para quem descumprisse a regra em ambientes externos. A multa de R$ 300 ficou mantida para trabalhadores de estabelecimentos que estão em funcionamento durante a pandemia que não usarem a máscara.

O texto prevê que o poder público deverá fornecer máscaras de proteção individual diretamente às populações vulneráveis economicamente. A compra desses produtos, pelo poder público, deve priorizar o artesanato local. Estão dispensados do uso da proteção individual as crianças menores de 3 anos e pessoas com transtorno do espectro autista, com deficiência intelectual, com deficiências sensoriais ou com quaisquer outras deficiências.

O uso de máscaras também será obrigatório nos estabelecimentos prisionais e nos estabelecimentos de cumprimento de medidas socioeducativas. O projeto determina multa, a ser definida e regulamentada pelo ente federado competente, ao estabelecimento autorizado a funcionar durante a pandemia da Covid-19 que deixar de disponibilizar álcool em gel a 70%.

Os deputados também aprovaram inclusão de mais profissionais com prioridade de testagem para a Covid-19. Agora, são 30 categorias de trabalhadores que deverão ter prioridade para realizar testes para diagnóstico, incluindo médicos, enfermeiros, agentes de segurança, coveiros, entre outros.

De uma hora para outra, os brasileiros tiveram que se familiarizar com novos costumes. A máscara, hoje, se tornou uma medida de saúde pública, mas que só funcionará se as pessoas também fizerem a higiene adequada das mãos e manter o distanciamento social.

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