Se é verdade que de boas intenções o inferno está cheio, também é real a afirmação que a administração pública dá espaço para mal-intencionados. A recente descoberta do Ministério da Educação de fraude praticada por Estados no salário-educação é a prova cabal. Como se sabe, o repasse de recursos desse fundo é vinculado ao número de alunos. Estados, principalmente do Nordeste, manipulavam os números, recebendo por isso valores muito acima de suas realidades escolares. Provavelmente também a merenda escolar, fornecida pelo mesmo critério – número de alunos – seria superfaturada.

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