Maringá na rota internacional de vôos de carga
Notícia divulgada por este Jornal mostra que Maringá sai na dianteira ao mobilizar-se para implantar, já a partir deste ano, vôos de cargas para Miami e retorno. A ação das lideranças maringaenses já obteve a habilitação da Agência Nacional de Aviação para operar nessa rota, e em face disto foi iniciada a construção de um armazém alfandegário. Se tudo chegar a bom termo os vôos de aviões cargueiros - com capacidade para 45 toneladas de mercadorias - serão semanais.
A informação é boa para a região, porque, segundo o superintendente do Aeroporto de Maringá, Marcos Valêncio, empresários de diversos setores de exportação e importação já se organizam para utilizar o serviço. Não é de hoje que a administração do aeroporto visa a internacionalização, e agora as coisas acenam para a decolagem. O armazém alfandegário abrigará a Receita Federal, a Polícia Federal e outros órgãos pertinentes. Como Maringá dispõe de porto seco, tem funcionários acostumados ao trânsito de cargas para fora do País. O aeroporto já opera com um vôo cargueiro diário para São Paulo, e parte dessa carga destina-se ao exterior.
Naturalmente que com vôos diretos para Miami os custos baixarão, e a tendência é a exportação por via aérea se intensificar. A expectativa é que empresas exportadoras e importadoras, especialmente da região norte, instalarão sedes e armazéns em Maringá, dinamizando a economia e gerando empregos. Com a adequação do aeroporto, depois desse passo virá a natural perspectiva de criar também vôos de passageiros. Carnes, confecções, frutas, são produtos já figurantes na pauta de exportação por via desses vôos, que no retorno trarão mercadorias importadas. O entusiasmo pela implantação dessas operações está gerando também outras ampliações e benfeitorias na estrutura aeroportuária, de modo a agilizar o manejo das cargas.
O fato ressalta o arrojo dos empreendedores maringaenses - a começar pela administração do aeroporto - e a mobilização das lideranças empresariais e políticas da cidade, porque conquistas como esta não acontecem aleatoriamente. No caso, a boa gestão empreendida em Maringá irá beneficiar não só a cidade mas toda a região norte-paranaense. Embora vá atender apenas ao setor leve de mercadorias e não ao imenso volume de cargas pesadas que o Paraná exporta por via marítima, quando para além-mar - como os produtos agrícolas a granel e outros - esse serviço de transporte aéreo facilitará sistemas operacionais de vendas externas setorizadas e com certeza estimulará novos negócios no intercâmbio transnacional. É um avanço de modernidade na região.





