Maringá investindo em melhoria física do trânsito
Na comparação com Londrina, Maringá sempre esteve à frente em melhorias do sistema viário, começando pela implantação do semáforo ciclovisual. Decorridas várias décadas, até hoje Londrina não se sintonizou plenamente com esse eficiente sistema, porque só o adotou em trechos curtos e não de forma contínua em extensão ampla. Agora Maringá avança mais uma vez, com um projeto de R$ 60 milhões para mudanças no trânsito. Metade desse montante virá do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o restante a Prefeitura cobrirá em forma de obras.
Enquanto Londrina - com mais problemas, por possuir menos vias duplas - se ateve mais a medidas de punição aos motoristas infratores, Maringá vai, com esse novo projeto, primeiro implantar estruturas físicas visando eliminar os pontos de conflito e de lentidão do tráfego. O plano abrange também os terminais de ônibus urbanos, instalação de mão única em determinados trechos, pista preferencial para o transporte coletivo na avenida central e outros investimentos.
O prefeito Silvio Barros, que foi reeleito, acaba de acertar em Brasília o acordo com aquele banco e anuncia que o convênio respectivo será assinado dentro de 60 dias. Com um representante forte na capital federal, o deputado Ricardo Barros, Maringá tem conseguido substanciais recursos com o Governo. Um ponto relevante desse benefício obtido por Maringá junto ao BID é que metade da verba será a fundo perdido, ou seja, sem necessidade de reposição pelo município. A meta da mudança é agilizar o fluxo no centro e na ligação com os bairros, o que significará economia de tempo, de combustível (pela diminuição de engarrafamentos, até pela inteligente sincronia dos semáforos) e também menos estresse dos motoristas.
O projeto contempla primeiro a estrutura instalada para depois aplicar as punições, quando ocorrerem. Em Londrina, uma nova diretoria do setor municipal do trânsito assume, e o modelo de Maringá pode ser adotado, menos pensando-se em equipamentos punidores e mais na infraestrutura que falta. Esta é tarefa que precisa ser executada principalmente por engenheiros de tráfego, porque só sistemas de fiscalização não bastam. E quanto à verba do BID, se Maringá conseguiu, Londrina também poderá conseguir. O próprio deputado por Maringá poderá ser um defensor da causa londrinense.





