O prefeito Silvio Barros, de Maringá, foi a Brasília e conseguiu arrancar verba do Governo para a construção de uma Vila Olímpica, obra que está em andamento e deve ser concluída em março. Atente-se que ele não é do partido no poder e nem conta com representações expressivas na administração governamental. A conquista deveu-se à existência de um projeto realizável (elaborar projetos exige viabilidade técnica) e à persistência na busca do apoio financeiro. Com investimento total superior a R$ 10 milhões, o município entrou com o terreno e 20% desse valor, e os restantes 80% foram concedidos pelo Governo federal.
Esse empreendimento é, também, consonante com o plano do Ministério dos Esportes de incentivar a prática de esportes individuais e que compreende a construção de cinco vilas olímpicas semelhantes, no País. Maringá saiu na frente e argumentou que o município tinha condições de receber essa obra, pela disponibilização (assim como ocorre também com outras cidades do mesmo porte) de um ginásio de esportes e de um estádio de futebol, que figurarão como anexos da Vila Olímpica. A obra, que começou no ano passado, já tem faixa de ciclismo, duas piscinas, alojamento para atletas e outros equipamentos. Todos de acordo com as normas olímpicas, possibilitando abrigar eventos multinacionais.
Essa Vila pretende também ser um centro de treinamento para atletas de alto rendimento, que passarão a residir na cidade. Entre os equipamentos a serem instalados figura um centro de artes marciais, anexo ao Parque do Japão, que será inaugurado no ano que vem, comemorativo dos 100 anos da imigração japonesa, e mais pistas de atletismo, ginásio de apoio, um centro médico e uma passarela que ligará a Vila Olímpica ao campus da Universidade Estadual de Maringá.
As instalações completas disporão de estrutura para futebol de campo, futebol e vôlei de areia, futsal, vôlei, basquete, handebol, tênis de mesa, natação, ciclismo, atletismo, pista de caminhada, pista de skate, restaurante e alojamento para 80 pessoas. O secretário de Desenvolvimento Urbano, Planejamento e Habitação, Walter Progiante, informa que também a população irá usufruir dessas instalações.
A repórter Herika Fondazzi, que escreveu neste Jornal sobre a Vila Olímpica de Maringá, reforça em seu texto o argumento de que o esporte é uma das melhores maneiras de afastar crianças e jovens das drogas e da criminalidade, além de melhorar a renda do município e melhorar a saúde e a auto-estima dos atletas. Salienta que todas essas vantagens estarão mais fortes em Maringá com a existência dessa infra-estrutura, que em breve se tornará realidade.

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