Maringá agiu rápido e, tomando a dianteira de outros municípios, vai facilitar a vida das pequenas empresas. Já a partir do dia 15 a Prefeitura concederá alvarás não mais em semanas ou meses mas em 48 horas. O que ocorreu é que o poder público municipal aprovou já em setembro - para entrar em vigor agora - a regulamentação da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas, denominada Simples Federal. Uma das facilitações dessa lei é a concessão de alvarás provisórios, para a maioria das atividades, exceto as que exigem vistoria mais detalhada. Outra é a redução progressiva do Imposto Sobre Serviços.
É preciso ressaltar a agilidade em valer-se imediatamente dos favores da lei e não perder tempo com burocracias, tão encontráveis no ambiente do serviço público. A cidade tem 26 mil micro-empresas cadastradas, incluindo os profissionais autônomos, os pequenos bares e outros mini-estabelecimentos, e a rapidez em regulamentar a lei abrevia a implantação de novos negócios. A razão de louvar a rapidez é que - não só em casos semelhantes mas na execução e continuidade de obras - há prefeitos que cultuam o marasmo. Porque pequenos empreendimentos, que poderiam ser concluídos rapidamente, se arrastam por meses a fio, sem uma razão para isto. O que depende menos de dinheiro e mais de agilidade, começa e pára, recomeça e estanca de novo. Aproveitando agora o novo mote do presidente da República, destravar a economia é também destravar obras encalacradas.
O mal desse baixo ritmo de andamento é que o tempo vai passando e essas obras paralisadas causam transtornos à população, porque há casos em que o local fica bloqueado por tapumes e material de construção, e os munícipes naturalmente reclamam. Há aí também perda de dinheiro. Existem administradores públicos com essa síndrome de empacar obras. Se as realizações públicas já não são muitas, um município se atrasa se as poucas existentes demoram para ser iniciadas e concluídas.
Por isso é louvável ver-se cidades que, com os mesmos recursos proporcionais das outras, são bem cuidadas e as obras e providenciamentos burocráticos andam rápido. Tem-se repetido que bem administrar é mais uma questão de vontade política do que de dinheiro, mas há casos em que nem com disponibilidade de recursos as obras andam. O prejuízo a uma comunidade não ocorre apenas pela forma clássica das improbidades administrativas no âmbito do poder público, mas também pelo retardo de ações. Perda de tempo é uma forma de subtração de algo dos cidadãos, porque um mau administrador público poderia estar dando lugar a outro mais eficiente, porém habilitou-se à função e não a desempenha a contento.

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