Máquinas de camisinhas
A discussão sobre o local de colocação de máquinas de camisinhas, seria hilária se não fosse patética. No corredor da escola ou em sala fechada?
O que mais espanta é a atitude dos homens que comandam a educação, que aceitam a permissividade sexual de nossos adolescentes como se fosse coisa líquida e certa e não procuram mostrar o malefício que esse ato impensado traz a esta juventude.
Faz-se necessário mudar nossa postura quanto a esta orgia doidivanas. Os pais jogaram a toalha. É mais fácil deixar como está para ver como é que fica. Agindo assim não sofrem discussão nem enfrentamento. Esta passividade é sinal de amplo e irrestrito comodismo e também no posicionamento está implícito o consentimento.
Talvez estes pais tivessem sido tolhidos em seus vôos oníricos de luxúria e hoje inconscientemente procuram se realizar através dos filhos. É inconcebível que um casal, já com quase metade de sua existência transcorrida, não tenha consciência dos malefícios que está causando ao seu filho. Este ato é fruto de uma irresponsabilidade inominável.
É preciso voltar mais uma geração. Esta também teve ''hormônios em profusão e estado de ebulição'', mas entendeu que durante o namoro não lhe era permitido ''marcar gol durante o treino''. Não são 400 ou 4000 máquinas de camisinhas que irão resolver o problema dos milhares e milhares de filhos sem pais que irão aparecer. Isto nos faz perder o sentido de família, e esta é a célula mater da sociedade. O sexo pode ser uma experiência prazerosa, sublime e sem culpa desde que seja praticado por pessoas maduras e que se amam, e não por pré-adolescentes de 13 ou 14 anos que trocam de parceiros como nós trocamos de camisa. O problema é moral. E se perguntarmos aos nossos antepassados recentes com certeza o entendimento será bem diferente.
E, com certeza, isto não é um ''devaneio inocente''. E, pela banalização que exprimem, estas máquinas de camisinhas nos fazem lembrar a história do homem que chegou à sua casa e encontrou a esposa nos braços de outro homem no sofá de sua sala e ficou tão indignado que para resolver a questão vendeu o sofá.





