Máquinas absorvem lucros
O reflexo da boa comercialização da safra foi imediato nas concessionárias que vendem carros e máquinas agrícolas. As concessionárias do Interior, localidadas nas regiões agrícolas conseguiram elevar as vendas de carros em até 30%, enquanto na média do Estado, as vendas de carros amargam uma queda de quase 5%, conforme anunciou a Federação Nacional das Concessionárias de Veículos Automotores (Fenabrave).
Na revenda de veículos Autoponta, de Ponta Grossa, o diretor Mauro José Martini disse que este ano não tem do que reclamar. Ele conseguiu elevar suas vendas em 30% em relação ao ano passado, é o que é melhor: as vendas foram feitas à vista. Os veículos mais vendidos na concessionária foram as caminhonetes Ranger e F-250, da Ford, consideradas sonhos de consumo dos agricultores. O valor médio desses veículos é de R$ 60 mil. Na concessionária de Ponta Grossa, 70% das caminhonetes são vendidas para agricultores da região.
Martini disse que esse ano vendeu também bastante veículos médios para os filhos dos agricultores. Além da boa safra, o agricultor aproveitou subsídios dados pela fábrica, através da venda direta, que dão descontos que variam de 11% a 17%, disse Martini.
Nas concessionárias de máquinas e equipamentos agrícolas, o desempenho das vendas não foi diferente. A revenda Equagril Equipamentos Agrícolas, de Palotina, está elevando as vendas em 20% este ano, estima o supervisor Ademir de Pauli. Segundo ele, o agricultor está aplicando os recursos da safra na compra de equipamentos para modernizar sua lavoura e elevar ainda mais a produtividade. Também aproveitou para utilizar a linha de financiamento do Moderfrota, do governo federal, que fixou juros baixos e prazo longo para pagamento. Este ano, a Equagril já vendeu 500 tratores e 170 colheitadeiras. O trator custa em média R$ 70 mil e a colheitadeira, R$ 220 mil.
O diretor comercial da Newagro Máquinas Agrícolas Ltda, Regis Edson Mazzardo, comemora o crescimento de 25% nas vendas este ano. Além da boa comercialização que os agricultores tiveram com a safra, ele atribui o bom desempenho das vendas ao ano político, que manteve a linha de crédito do governo federal que beneficiou os agricultores.





