Mapa Psíquico revela o perfil das regiões
Se depender das ações do grupo de Terapia Comunitária, o trabalho desenvolvido em Londrina deve favorecer não apenas as mais de 16 mil pessoas atendidas pelos terapeutas desde outubro do ano passado. Compilado naquele que será o primeiro mapa psíquico da cidade, o resultado de mais de mil terapias revela, conforme cada região, quais os problemas que mais têm atingido psicologicamente a população.
Segundo a coordenadora do grupo, a psicopedagoga Maria da Graça Santini, dentre todos os temas trabalhados com a população o que mais se destaca são conflitos familiares. Das seis zonas pesquisadas, incluindo a rural, o problema apareceu em cinco delas durante as terapias. A exceção foi a área central, onde a solidão foi o mal mais reclamado entre os atendidos.
''Trabalhamos essencialmente a questão do diálogo. A partir do momento em que se aprende a dialogar, é bem mais fácil resolver os problemas . Pelos próprios depoimentos percebemos que as brigas entre os familiares têm diminuído significativamente, uma vez que eles trazem outros de casa para a terapia'', conta a psicopedagoga, que explica ser a Terapia Comunitária um trabalho, antes de tudo, preventivo. ''Às vezes até o desemprego é decorrente de questões como baixa auto-estima e depressão.''
Com previsão de ser finalizado em março quando estarão concluídas 1,5 mil terapias , o Mapa Psíquico de Londrina deve direcionar as ações do poder público conforme as necessidades de cada região. ''Onde há muita gente sofrendo com desemprego, por exemplo, devem ser implantados ou intensificados cursos profissionalizantes; onde o problema é o alcoolismo, tentaremos parcerias com ongs que tratam dependentes'', antecipa a coordenadora. No caso dos conflitos familiares, a solução deve ser buscada principalmente por meio de parcerias com as escolas. ''Muitas inclusive já nos solicitaram palestras sobre drogas e educação sexual. Já é um bom começo para a prevenção'', garante. (J.G.)/





