Mão de obra na construção civil
A construção civil no interior do Paraná, notadamente na região Londrina, se queixa da escassez da mão de obra e debita a pouca disponibilidade de trabalhadores ao seguro-desemprego, que desestimula o trabalho. Há outro problema: a falta de qualificação. Mas, para contrapor o ócio, favorecido pela legislação paternalista, o caminho mais inteligente é o incentivo salarial.
A construção civil tem que ser competitiva também na disputa pela mão de obra. Pedreiro, carpinteiro, encanador, enfim profissionais da cadeia da construção, querem ser valorizados. Não há seguro desemprego capaz de deter o indivíduo em casa, ou no boteco da esquina, se lá no canteiro de obras alguém
lhe oferece ganhos compensadores.
Os governos - porque são feitos por políticos profissionais, paternalistas e, não raro, demagogos - criam as zonas de conforto; querem fazer média. Mas o trabalhador brasileiro tem ambição. E a ambição é uma qualidade. Porém, entre ganhar pouco e ''encostar'' na ilusão do benefício do seguro, alguns preferem o vício - mas é porque ganham pouco. Então, cabe à sociedade, no caso a livre iniciativa, dar-lhe qualificação e e reconhecimento.
É lamentável que esse comodismo se manifeste exatamente quando a economia do setor acena com período de prosperidade. Depois de revisar para baixo a maior parte das projeções para 2009, a cadeia da construção civil está otimista para 2010. O crescimento esperado pela área - composta por obras públicas, pelo segmento privado de ampliação de unidades comerciais e industriais e pela autoconstrução e reforma pelas famílias - para o ano que vem é de 8,8% na média nacional; no Paraná a projeção fica acima desse percentual.
Com relação ao desempenho ano que vem: a habitação e o crescimento da economia serão os vetores para a expansão esperada para a construção em 2010, conforme a FGV. Na habitação estão incluídas a produção das construtoras e o consumo de materiais construção e reforma.
Um dos estímulo à retomada da demanda é o programa ''Minha Casa, Minha Vida'', focado na fatia da população com renda de até dez salários mínimos. Outra medida foi o aumento do valor máximo do imóvel financiado com o FGTS e da poupança de R$ 350 mil para R$ 500 mil.





