São Paulo - Os médicos sabem que as drogas estão por trás de grande parte das urgências hospitalares e das doenças que eles mesmos enfrentam. Sabem também que o profissional mais indicado para detectar as dependências e orientar no tratamento são eles próprios.
Na prática, no entanto, o médico não sabe como diagnosticar o paciente, não tem diretrizes para tratá-lo ou encaminhá-lo e, muitas vezes, enfrenta a questão com preconceito e moralismo.
Se depender das instituições médicas, esse quadro está chegando ao fim. A Associação Médica Brasileira (AMB) e o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CRM) lançaram ontem um manual para ''orientação e tratamento de usuários de cigarro, álcool e drogas''.
O manual é um guia prático para o médico não especialista. Ele divide as drogas em álcool, tabaco, anfetaminas (inibidores do apetite e estimulantes), benzodiazepínicos (tranquilizantes), opiáceos, cocaína, maconha e solventes. O manual descreve conceitos, padrões de consumo, riscos relacionados, os critérios de diagnóstico e complicações clínicas.

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