Com a volta dos dias de sol e calor, o Lago Igapó 1, cartão-postal de Londrina, vem atraindo muita gente nos finais de semana. Estamos falando de um espaço de lazer democrático, que reúne pessoas de todas as idades e classes sociais para diversas atividades ao ar livre, como caminhadas, corridas, andar de bicicleta, prática de yoga ou simplesmente contemplar o lago.

No entanto, a paz e a tranquilidade das atividades na beira do Igapó vêm sendo quebradas pelo vai e vem das motos aquáticas que muitas vezes não respeitam as leis que regulamentam a utilização desses veículos no Brasil. Nem mesmo a presença de uma base da Marinha na margem do Igapó vem coibindo manobras perigosas a condução de pessoas não habilitadas, como a FOLHA mostrou em reportagem na segunda-feira (1º).

Mesmo diante de fiscalização realizada pela Marinha, casos de desrespeito às normas continuam frequentes, reforçando a sensação de impunidade entre frequentadores. Segundo a legislação, para conduzir uma moto aquática é necessário habilitação e usar colete salva-vidas. É proibido trafegar em alta velocidade perto das margens ou realizar manobras perigosas. No entanto, o que se vê é a insistência de alguns em transformar o lago em arena de risco, ignorando normas básicas de segurança.

A reportagem conversou com alguns frequentadores do lago, que, sem se identificar, reclamaram da impunidade. “Eu realmente achei que a presença da Marinha iria inibir essas atitudes aqui, mas pelo jeito não vai mudar nada”, disse uma mulher que passeava pelo lago e se indignou com a cena em que um condutor fazia manobras arriscadas com a moto aquática. “Tem alguns que respeitam as regras, mas tem outros que passam ‘voando’, ficam acelerando, fazendo ‘graça’. E o pior é que carregam até crianças”, queixou-se outro caminhante.

Por meio de nota, a Marinha do Brasil informou que vem atuando de forma contínua na fiscalização do Lago Igapó. Essas ações, segundo a instituição, incluem inspeções navais no Lago, aos finais de semana, e vistorias nas embarcações junto ao Iate Clube de Londrina, sempre voltadas à segurança da navegação e à preservação da vida humana no meio aquático.

Na nota enviada à FOLHA, a Marinha reconhece que sua atuação sozinha não basta. Não é fácil combater essas atitudes irregulares de condutores pois depende muito também de responsabilidade individual e da colaboração ativa da sociedade.

Estamos falando de consciência coletiva e de respeito a um espaço público que pertence a todos e o direito ao lazer de uma pessoa não pode se sobrepor à segurança dos outros frequentadores do Igapó.

Obrigado por ler a FOLHA!

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