Os manifestantes que participaram da concentração na Praça Santos Andrade criticaram a venda da Copel e também o governo Jaime Lerner (PFL). Além de partidos políticos da oposição (PT, PMDB, PDT, PC do B) e estudantes, diversos movimentos populares engrossaram a marcha. O Fórum de Luta, Trabalho, Terra, Cidadania e Soberania levou faixas pedindo o impeachment do governador. Diversos cartazes criticavam a venda e classificavam o governador e seus aliados como traidores do povo. Onze caminhões, com sistema de som integrado, acompanhavam o movimento, que entoava músicas de protesto. A organização do Fórum mandava recado aos deputados: se votarem pela privatização, a população não vai querer reelegê-los. ‘‘Deputados governistas estão traindo o Paraná. Ou defendem a Copel ou muito vão se lamentar’’, dizia trecho da música.
Joel Fernandes da Luz, desempregado há três anos, disse que queria saber onde está o dinheiro da privatização do Banestado. Criticou a falta de investimentos em geração de emprego. ‘‘Não quero esmola do governo, quero trabalho’’, declarou. Ele trabalha na construção civil. ‘‘Não consigo encontrar vaga. Decidi protestar porque não concordo com o jeito que as coisas estão’’.
Osvaldo Rama, integrante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), veio de Francisco Beltrão para engrossar a marcha. Disse que a Copel não pode ser vendida. Ele avalia que os paranaenses vão sair perdendo. O presidente da Associação dos Professores do Paraná (APP-Sindicato), Romeu Gomes de Miranda, participou da manifestação e também condenou a atitude do governo.(M.D.)

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