Manifestações

A imagem de uma idosa segurando um cartaz no protesto do dia 16/8, no qual ela expressava o seu desejo de que a presidente Dilma tivesse sido assassinada nos porões do DOI-CODI, na época da ditadura, me fez pensar nas Mães da Praça de Maio, de Buenos Aires (Argentina), com a sua dedicação e empenho para que os crimes da ditadura de lá não sejam esquecidos e muito menos perdoados. Nessa comparação, perdemos de goleada. É claro que uma andorinha não faz verão, mas a notoriedade dada à senhora do cartaz mostra uma complacência e uma tolerância que beiram a conivência. A ditadura no Brasil fez um estrago terrível: político, cultural, econômico. E ainda sofremos a consequência desse estrago, o que fica evidenciado quando se vincula a ditadura a um passado melhor e também quando se vincula a corrupção no país ao passado recente, que tem início com a eleição de Lula: qualquer ditadura torna as pessoas acéfalas. A corrupção no país é um câncer, assim como a grilagem de terra, os assassinatos no campo, a violência urbana, a prática da tortura. Desejar a morte daqueles de quem não gostamos não é atitude política. Desejar uma punição exemplar, doa a quem doer, de corruptos, grileiros, torturadores é o caminho correto. Desejar o fim da impunidade é o caminho a se seguir. Assim, como seguir o exemplo das Mães na Praça de Maio.
JOSÉ ANTONIO MARQUES CARRER (professor) - Curitiba




Não a qualquer golpe

A crise que se instalou no Brasil, após as inúmeras denúncias de corrupção no governo do PT, deve servir para o crescimento, não para teorias que não irão levar o País a nada. Acabar com o PT, fazer um novo golpe militar ou até mesmo o impeachment de Dilma, somente nos levará para um caos ainda maior. Os brasileiros devem amadurecer na sua consciência política. Os políticos acabam sendo o nosso reflexo, pois são eleitos pela população e saem da própria sociedade. Vamos cobrar constantemente, deixar de dar jeitinho e de querer levar vantagem em tudo. Vamos acima de tudo aceitar que poucos nos representam, pois os maiores prejudicados são os que mais precisam.
JACQUELINE MARÇAL (gestora de projetos) - Londrina




PT x Eduardo Cunha

Desde a denúncia do procurador–geral da República, Rodrigo Janot, ao STF contra o presidente da Câmara dos Deputado, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o país vive um suspense sobre o que vai ocorrer com o peemedebista. Ouvi inúmeras opiniões de acerca do assunto, mas a dita por um jurista constitucionalista me chamou a atenção. Ele cita que a Constituição prevê que o presidente da Câmara pode pôr em votação, pasmem, sustar o andamento da ação e a prescrição desta até o fim de seu mandato, ou seja, Eduardo Cunha pode lançar-se candidato novamente, não só à reeleição como presidente da Câmara como também buscar a reeleição ao seu mandato. Está na Constituição, artigo 53 parágrafos 3 e 5. Caso isso ocorra, vai ser o primeiro processo que será sustado. Pois é, essa disputa vai longe.
LIDMAR JOSÉ ARAUJO (professor) – Londrina




Sanepar

Agora, quando parece que a Sanepar terá seu contrato renovado com a Prefeitura de Londrina, é preciso que entre os deveres da empresa conste também a exigência de que os reparos no asfalto e nas calçadas sejam feitos no mesmo nível anterior. Basta verificar por toda parte que esses reparos deixam a superfície côncava ou convexa; jamais no mesmo nível. Como há acomodação do solo, seria de se esperar que mais tarde o conserto fosse refeito, o que não acontece. São obras de empresas terceirizadas sem fiscalização do contratante.
REINALDO MATHIAS FERREIRA (escritor) – Londrina




‘Jesus está chegando’

Você já deve ter escutado que "a fé remove montanhas". Na pacata Mauá da Serra comprovou-se também que "a fé remove salários". O padre Aparecido Porto de Jesus tem sido a grande diferença, pregando justiça salarial aos vereadores, com a redução dos mesmos. Aparecido apareceu em rede nacional por nobre ato de cidadania e coragem. É preciso definir prioridades nas ações políticas. Verifica-se que, na mesma cidade, alguns vereadores exageraram no uso de diárias, em detrimento da educação e saúde. Com a redução salarial, pode ser que alguns vereadores se tornem ateus, revoltados com Jesus. Vamos rezar por eles, pelo padre Jesus, pela paz e pela dignidade humana.
AMARILDO PASINI (engenheiro agrônomo) – Londrina




Lei da Muralha em vigor?

Com o fechamento do Angeloni em Londrina, 300 empregos da 1ª loja e 700 da 2ª loja que seria construída na Gleba Palhano foram para o ralo. É minha gente, a Lei da Muralha está escancarada. Enquanto isso, o torneio de sinuca, a ocupação de fundos de vale, aumento de salário e número de vereadores são as prioridades de Londrina. E Maringá deita e rola. Parabéns aos maringaenses que amam e respeitam seu município. Enquanto em Londrina, só Deus sabe o que nos aguarda.
FRANCISCO RIBEIRO (engenheiro agrônomo) - Londrina

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