Opinião Atualizado em 22/08/2015, 23:00
Manifestações
A imagem de uma idosa segurando um cartaz no protesto do dia 16/8, no qual ela expressava o seu desejo de que a presidente Dilma tivesse sido assassinada nos porões do DOI-CODI, na época da ditadura, me fez pensar nas Mães da Praça de Maio, de Buenos Aires (Argentina), com a sua dedicação e empenho para que os crimes da ditadura de lá não sejam esquecidos e muito menos perdoados. Nessa comparação, perdemos de goleada. É claro que uma andorinha não faz verão, mas a notoriedade dada à senhora do cartaz mostra uma complacência e uma tolerância que beiram a conivência. A ditadura no Brasil fez um estrago terrível: político, cultural, econômico. E ainda sofremos a consequência desse estrago, o que fica evidenciado quando se vincula a ditadura a um passado melhor e também quando se vincula a corrupção no país ao passado recente, que tem início com a eleição de Lula: qualquer ditadura torna as pessoas acéfalas. A corrupção no país é um câncer, assim como a grilagem de terra, os assassinatos no campo, a violência urbana, a prática da tortura. Desejar a morte daqueles de quem não gostamos não é atitude política. Desejar uma punição exemplar, doa a quem doer, de corruptos, grileiros, torturadores é o caminho correto. Desejar o fim da impunidade é o caminho a se seguir. Assim, como seguir o exemplo das Mães na Praça de Maio.
JOSÉ ANTONIO MARQUES CARRER (professor) - Curitiba
A crise que se instalou no Brasil, após as inúmeras denúncias de corrupção no governo do PT, deve servir para o crescimento, não para teorias que não irão levar o País a nada. Acabar com o PT, fazer um novo golpe militar ou até mesmo o impeachment de Dilma, somente nos levará para um caos ainda maior. Os brasileiros devem amadurecer na sua consciência política. Os políticos acabam sendo o nosso reflexo, pois são eleitos pela população e saem da própria sociedade. Vamos cobrar constantemente, deixar de dar jeitinho e de querer levar vantagem em tudo. Vamos acima de tudo aceitar que poucos nos representam, pois os maiores prejudicados são os que mais precisam.
JACQUELINE MARÇAL (gestora de projetos) - Londrina
Desde a denúncia do procuradorgeral da República, Rodrigo Janot, ao STF contra o presidente da Câmara dos Deputado, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o país vive um suspense sobre o que vai ocorrer com o peemedebista. Ouvi inúmeras opiniões de acerca do assunto, mas a dita por um jurista constitucionalista me chamou a atenção. Ele cita que a Constituição prevê que o presidente da Câmara pode pôr em votação, pasmem, sustar o andamento da ação e a prescrição desta até o fim de seu mandato, ou seja, Eduardo Cunha pode lançar-se candidato novamente, não só à reeleição como presidente da Câmara como também buscar a reeleição ao seu mandato. Está na Constituição, artigo 53 parágrafos 3 e 5. Caso isso ocorra, vai ser o primeiro processo que será sustado. Pois é, essa disputa vai longe.
LIDMAR JOSÉ ARAUJO (professor) Londrina
Agora, quando parece que a Sanepar terá seu contrato renovado com a Prefeitura de Londrina, é preciso que entre os deveres da empresa conste também a exigência de que os reparos no asfalto e nas calçadas sejam feitos no mesmo nível anterior. Basta verificar por toda parte que esses reparos deixam a superfície côncava ou convexa; jamais no mesmo nível. Como há acomodação do solo, seria de se esperar que mais tarde o conserto fosse refeito, o que não acontece. São obras de empresas terceirizadas sem fiscalização do contratante.
REINALDO MATHIAS FERREIRA (escritor) Londrina
Você já deve ter escutado que "a fé remove montanhas". Na pacata Mauá da Serra comprovou-se também que "a fé remove salários". O padre Aparecido Porto de Jesus tem sido a grande diferença, pregando justiça salarial aos vereadores, com a redução dos mesmos. Aparecido apareceu em rede nacional por nobre ato de cidadania e coragem. É preciso definir prioridades nas ações políticas. Verifica-se que, na mesma cidade, alguns vereadores exageraram no uso de diárias, em detrimento da educação e saúde. Com a redução salarial, pode ser que alguns vereadores se tornem ateus, revoltados com Jesus. Vamos rezar por eles, pelo padre Jesus, pela paz e pela dignidade humana.
AMARILDO PASINI (engenheiro agrônomo) Londrina
Com o fechamento do Angeloni em Londrina, 300 empregos da 1ª loja e 700 da 2ª loja que seria construída na Gleba Palhano foram para o ralo. É minha gente, a Lei da Muralha está escancarada. Enquanto isso, o torneio de sinuca, a ocupação de fundos de vale, aumento de salário e número de vereadores são as prioridades de Londrina. E Maringá deita e rola. Parabéns aos maringaenses que amam e respeitam seu município. Enquanto em Londrina, só Deus sabe o que nos aguarda.
FRANCISCO RIBEIRO (engenheiro agrônomo) - Londrina





