O problema da superpopulação de pombos em Londrina merece uma solução urgente. Sem dúvida, estudo de caso e debates com a sociedade são importantes, mas o assunto não pode continuar sendo postergado. Há décadas os londrinenses pedem providências, mas até agora a questão parece ter sido ignorada. À parte de discussões ambientalistas, as aves – de fato – representam um perigo, principalmente para as milhares de pessoas que transitam diariamente pelo centro da cidade.
No mês passado um taxista morreu vítima de criptococose, popularmente chamada de "doença das pombas". Em 2009, um serralheiro também morreu com o mesmo diagnóstico. A enfermidade afeta o sistema nervoso humano e é contraída por meio da inalação de poeira que contém o vírus Cryptococcus neoformans, eliminado pelas fezes das pombas. Segundo estimativas da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, são cerca de 200 mil aves na região central da cidade.
Além disso, há o acúmulo de sujeira em locais públicos de grande concentração de pessoas, como é o caso do Bosque Central, das praças Sete de Setembro e Marechal Floriano Peixoto e o Calçadão. Esses pontos mereciam uma limpeza mais frequente, o que não tem sido feito. As poucas lavagens ocorrem esporadicamente, o que é inaceitável, dada à gravidade da situação.
É fato também que o abate resolverá o problema apenas a curto prazo. Em um período mais longo serão necessárias mais ações, inclusive com a realização de campanhas educativas. A população deve ser conscientizada sobre os riscos da doença, formas de transmissão e sobre a importância de não se alimentar as pombas. Além disso, será preciso o comprometimento dos agricultores para a realização de um trabalho a fim de minimizar as perdas no campo. É necessário o envolvimento – e o empenho – de todos.

mockup