Brasília - Depois de fazer um histórico que antecipou as comemorações de oito anos do real (em 1º de julho), o ministro Pedro Malan (Fazenda) disse ontem, durante o lançamento da nota de R$ 20, no Palácio do Planalto, que o país tem hoje uma moeda ‘‘relativamente estável’.
Malan apresentou números que refletiriam, segundo ele, o aumento do poder de compra do salário mínimo em decorrência da estabilidade da moeda. Ele afirmou que o salário mínimo aumentou 208% desde a criação do real, o que representaria uma alta real de 110%, uma vez que a cesta básica, no mesmo período, teria sido reajustada em 47%. O IPCA teria refletido uma alta entre 117% e 118%.
O ministro disse ainda que, pela segunda vez lançava-se uma nota que não era de ‘‘denominação crescente’, ou seja, cujo valor supera a nota de maior valor em circulação. A primeira vez teria ocorrido com o lançamento da nota de R$ 2 em dezembro do ano passado.
Segundo o ministro, a nova nota foi produzida com os mais modernos critérios de segurança que evitam a falsificação que ‘‘infelizmente’ seria estimulada pela estabilidade. De acordo com o Banco Central, serão colocadas em circulação, ainda este ano 2002, cerca de 100 milhões de notas de R$ 20, com o objetivo de facilitar o troco e reduzir a demanda pelas cédulas de R$ 10.
O presidente Fernando Henrique Cardoso recebeu do ministro o modelo da nova cédula de R$ 20. A entrega das notas, segundo Malan, seriam uma homenagem do Banco Central ao presidente.

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