Malala e os papagaios
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 01 de dezembro de 2014
João Vicente Ganzarolli de Oliveira 
"A ingenuidade, na criança, é bonita; no adolescente, é perigosa; no adulto, é trágica." (Gustavo Corção)
O Corão prega que o "homo islamicus" é superior aos praticantes de outras religiões (III, 110 et passim), daí o direito e o dever de forçar os não muçulmanos à conversão, obrigá-los a pagar impostos ao islã e de exterminá-los em caso de recusa (IX, 5 et passim). Longe de desobedecerem ao islã, os terroristas do Estado Islâmico e similares seguem-no à risca e é, por isso, que fazem o jihad, "obrigatório e perpétuo estado de animosidade e guerra contra os não muçulmanos, até que estes se convertam, morram ou se submetam como cidadãos de segunda classe sob o islã".
No século 7, os maometanos invadiram terras cristãs no Oriente e na África; logo foi a vez da Península Ibérica, de partes da Itália (em 846 saquearam Roma e incendiaram a Basílica de São Pedro), da França e dos Bálcãs. São Paulo era "turco", Cirilo "palestino", Agostinho "argelino", Damasceno "sírio"; no século 12, três quartos da cristandade já haviam sido arrebatados pelo islã, com massacres e genocídios incessantes sem esquecer os praticados contra hindus e budistas na Índia e na Ásia Central (cf. Sylvain Gouguenheim. "Aristote au Mont Saint-Michel"; Thomas Madden. "The Crusades"; Josef Strzygowski. "Orient oder Rom"; e Raul Glaber. "Historiarum"). Os genocídios dos assírios, armênios e gregos no início do século 20 inspiraram o nazismo a praticá-los contra os judeus: "God bless Hitler" é refrão no islã. Eis, segundo Reinaldo Azevedo, os números da cristofobia: só em 2012 mais de cem mil cristãos mortos em nome de Alá (veja.abril.com.br/blog/reinaldo/tag/cristofobia/).
Bem-sucedidas a oeste, mas não a leste, as Cruzadas visavam recuperar terras usurpadas da cristandade pelo islã; no seu tempo, havia a seita dos assassinos, que matavam para desfrutar esta vida e a futura nos "jardins do prazer" maometanos, duplos da sua sociedade terrena, marcada pela submissão feminina (youtube: "Fantasia religiosa: as virgens do paraíso islâmico", "Mulheres maltratadas" etc.). No "paraíso", os assassinos esperavam dar livre curso às suas ambições gastronômicas, com "virgens" à disposição e "com a indulgência de Alá" (Corão, XLVII, 15 e LVI, 12-36), além de fumarem haxixe à vontade (a palavra "assassino" vem do árabe hashshashin = "fumadores de haxixe"). Marco Polo desmascara-os no Milione (XXX-XXXI) e revela haver mais que simples rima entre hashshashin e mujahidin ("praticantes do jihad").
A paquistanesa Malala Yousafzai "esclareceu" meses atrás que os jihadistas do Boko Haram "desconhecem o islã". Das duas uma: ou é ela que o desconhece, ou então aproveita-se da demagogia que rege a política atual. A maioria dos muçulmanos não pratica (ao menos diretamente) o terrorismo, mas não é "óbvio que ela o repudia", como se papagueia por aí. Minoritários, os terroristas islâmicos são numerosos e agressivos o bastante para ameaçar a humanidade inteira. Aquela maioria não se bate por não muçulmanos e nem por muçulmanos "desviacionistas". Lembremo-nos dos sufis: por desaprovarem o jihad, são islamitas perseguidos dentro do islã e que, quando podem, fogem para o não islã. Pergunto: em respeito aos milhões de vítimas de um milênio e meio de não muçulmanofobia, não era o caso de vasculhar melhor esse mundo à cata de um herói ou uma heroína de verdade para receber o Nobel da Paz de 2014?
JOÃO VICENTE GANZAROLLI DE OLIVEIRA é professor no Rio de Janeiro
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