Os moradores do Jardim Colonial II (cercanias do Hospital Coraçãozinho, no Bela Suíça) estão inconformados com o surto de verticalização que se avizinha. A pretexto de usufruir da vista do Lago Igapó, construtoras estão edificando prédios cada vez mais próximos a sua margem. Longe da capacidade de um urbanista, o motivo que nos leva a escrever esta carta é a indignação quanto à flexibilização da Lei de Zoneamento Urbano de Londrina (Lei 10.637/2008). Não podemos ficar à mercê de interpretações subjetivas da lei, abrindo precedentes perigosos para toda nossa Londrina. É lamentável a expertise de algumas construtoras em interpretar artigos, válidos somente no seu caso em particular. O Hospital do Coração - Bela Suíça encontra dificuldade em legalizar um heliporto construído, com excesso em alguns metros, entretanto o lançamento de torres com mais de vinte andares, em uma zona residencial (ZR1) está sendo aprovada pelo município. Nós moradores não queremos um parque de prédios invadindo o espaço de um bairro, que pelo zoneamento é destinado a edificações de casas. Estamos atentos a toda movimentação que hoje está presente na região. Não podemos assistir calados o uso de subterfúgios para tornar legal o que não é.

ELIANE FROSSARD, advogada (Londrina)

Reforma da Previdência

A reforma da previdência está colocada e todos sabemos da necessidade de sua aprovação, todavia as pessoas encarregadas de fazer o ajuste para que a conta não estoure como uma bexiga de lama é o grande paradoxo. Quem quer adequar os padrões de tempo e valores para os prováveis aposentados, se chegarem a ter no futuro, são os mesmo que são pesados para o governo. Como um deputado com um altíssimo salário e mais altas gratificações inconcebíveis em um país de fome como o nosso pode cobrar de uma classe sofrida como a dos trabalhadores braçais e os trabalhadores desempregados, doentes, esquecidos nas filas quilométricas do desemprego? Infelizmente na hora de repartir o bolo é com eles, e na hora de juntar as migalhas pouco sobra para quem realmente trabalha neste país. Uma vergonha, para quem tem.

MANOEL JOSÉ RODRIGUES, assistente administrativo (Alvorada do Sul)

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