Mal conservadas, toneladas de peixes são inutilizadas em Foz
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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2002
Alexandre Palmar Equipe da Folha 
Foz do Iguaçu - As 13,6 toneladas de peixe apreendidas pela Polícia Militar Florestal na região da Ponte da Amizade, fronteira do Brasil com Paraguai, foram inutilizadas ontem em Foz do Iguaçu. Laudo solicitado pelo Ministério da Agricultura (MA) revelou que o pescado estava impróprio para o consumo. O objetivo era doá-lo para entidades assistenciais.
O parecer apontou que os peixes poderiam intoxicar as pessoas, embora estivessem depositados numa câmara fria desde o dia da apreensão, ocorrida no dia 30 de janeiro. Segundo a análise, o carregamento estava estocado indevidamente, impedindo a refrigeração de todas as peças. Além disso, os peixes deveriam ser armazenados a 25 graus abaixo de zero, mas estavam a cinco graus negativos, afirmou Gil Magalhães, chefe do ministério em Foz.
Operarários terminaram de retirar os peixes da câmara fria da Companhia do Desenvolvimento Agropecuário do Paraná (Codapar) por volta das 19 horas. Todo pescado seria enterrado ainda ontem no aterro sanitário de Foz do Iguaçu.
Quando foi apreendido, o pescado, vindo do Paraguai, estava sem documentação exigida para seu transporte e comercialização, como guias de importação e exame fitossanitário. Quatro pessoas foram presas. Foi a maior apreensão do gênero desde a criação do pelotão florestal na cidade, em 1970. A Polícia Federal investiga em qual peixaria o carregamento seria entregue.
Os soldados descobriram a carga num caminhão Nissan na Avenida Carlos Gomes, Vila Portes, próxima à região aduaneira. O veículo transportava várias espécies, entre elas barba-chata, jaú e surumbim, além de dourado e pacu (considerados tipos nobres nos principais rios da fronteira).


