A semana promete aquecer o debate em torno do aumento do número de vereadores. Nenhuma cidade pode prescindir de vereadores para fiscalizar e fazer leis. Mas que diferença faz a sua Câmara ter 10 ou 12 vereadores? E qual é o benefício? Mesmo que a justificativa seja a de ajustar as representações ao número de habitantes, na exata proporção que manda a lei, ainda assim o aumento é questionável, considerando a pobreza de caixa da maioria dos municípios. Para a população, quanto mais vereadores, mais gasto. Isso ‘‘são favas contadas’’, conforme comentou o leitor desta FOLHA, diante de um possível aumento de cadeiras na Câmara Municipal de sua cidade, sustentado pela proporcionalidade, já que o número de habitantes cresceu no último censo do IBGE. Achar que quanto mais vereadores significa mais progresso, é algo, no mínimo, discutível. Tudo tem que passar pelo custo benefício.
  O fato é que a contagem da população nas cidades pelo Censo 2010 foi divulgada há poucos dias e vereadores pelo país afora já usam os dados para articular um aumento de vagas na eleição de 2012. Como o número de habitantes cresceu em muitas cidades - temos casos também no Paraná - políticos defendem que é preciso atualizar a quantidade de integrantes das Câmaras. A definição populacional do novo censo consolidou o teto de vereadores a que cada cidade tem direito, baseado em emenda constitucional promulgada no ano passado.
  Conforme a nova regra, um município com menos de 15 mil habitantes tem direito a nove vereadores, enquanto outro de 1 milhão pode contar com até 31. No Brasil, a população aumentou 12,3% desde o último censo, em 2000. A mudança depende da iniciativa das próprias Câmaras. As capitais poderão ganhar até 131 novas vagas.
  Uma posição sensata: Para a Associação Brasileira das Câmaras Municipais, boa parte das cidades não pretende aumentar o número de vereadores. Há outras prioridades. É preciso ver se a receita da cidade suporta o número de vereadores permitido por lei.

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