Mais um líder árabe é proibido de sair de Israel
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domingo, 17 de fevereiro de 2002
Agência Folha 
São Paulo - O ministro do Interior de Israel, Eli Ishai, anunciou ontem que assinou uma ordem proibindo o líder do movimento islâmico árabe-israelense, xeque Raed Salah, de viajar ao exterior. Decidimos proibir a saída do xeque a pedido do Shin Bet (serviço secreto de Israel). As razões da proibição não foram divulgadas.
Salah, que não faz parte de nenhum grupo extremista, acusou as autoridades israelenses de cometerem discriminações nacionais e religiosas. Essa medida faz parte de uma campanha de terrorismo de Estado contra a população árabe-israelense e contra o islã, afirmou.
Segundo o xeque, ele foi comunicado de que não poderia deixar Israel ao tentar embarcar em um vôo no aeroporto Ben Gurion, perto de Tel Aviv. Salah iria a uma reunião no Qatar.
Crescimento A presença do movimento islâmico no plano político aumentou nos últimos anos dentro da população árabe-israelense, que conta com 1,1 milhão de pessoas (cerca de 18% da população total de Israel).
Além de impedir Salah de viajar ao exterior, Israel também proíbe o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Iasser Arafat, de circular livremente pelos territórios palestinos de Gaza e Cisjordânia, além de impedi-lo de ir ao exterior.
O líder palestino está cercado por tanques israelenses em um quartel-general da Autoridade Nacional Palestina em Ramallah (uma das principais cidades da Cisjordânia, sob administração palestina) desde o início de dezembro do ano passado.


