Mais um apelo pró-Instituto de Câncer
Quarenta e dois artistas plásticos resolveram doar 46 de suas obras para que sejam vendidas em benefício do Instituto de Câncer de Londrina, que continua passando por séria dificuldade financeira. A oportunidade é de adquirir essas obras, porém o auxílio à instituição precisa continuar, porque seu déficit mensal é de R$ 200 mil. Dependente de verba do Serviço Único de Saúde, o denominado Hospital do Câncer recebe R$ 800 mil por mês mas suas despesas são maiores e as dívidas se acumulam. A situação pode chegar a ponto de comprometer a qualidade do atendimento. Os pacientes internados ou que ali comparecem regularmente para a continuidade de tratamento são na grande maioria pobres, ou seja, 92%. Esse centro especializado é o único da região e atende a pacientes de todos os pontos do Paraná e também de outros Estados. Apesar disso, pelo esforço dos dirigentes, do corpo clínico e das demais equipes de atendimento, o hospital mantém elevado padrão de excelência, tanto que é referência nacional no ensino de oncologia em residência médica. Um ponto de estrangulamento é o setor de quimioterapia, pelo elevado custo dos medicamentos. A situação convoca os mais sensíveis a que ajudem, com contribuições espontâneas, e para isso o Instituto emite carnês, como cotas mensais a partir de R$ 5. Aqueles que desejam contribuir devem procurar a sede da instituição. É sempre necessário repetir que estão em constante tratamento, ali, adultos e crianças, e a eventual descontinuidade de atendimento será penosa para eles. Uma visita à sala de recepção mostrará o drama de tantos doentes e seus familiares, e quem visitar os internados se envolverá por forte comoção. Conforme este Jornal já conclamou em outra ocasião, a ajuda deve partir também dos municípios da região, cujos pacientes acometidos da doença têm recorrido ao Instituto de Câncer. A contribuição regular de pessoas, empresas, instituições, prefeituras, seria fundamental para atenuar ou mesmo zerar o déficit. Um apelo é feito também aos deputados que representam a região, no sentido de que intervenham junto ao Sistema Único de Saúde para que aumente sua dotação, que é insuficiente no nível atual. A ajuda dos artistas plásticos é uma amostragem de solidariedade. Se cada pessoa de boa vontade contribuir, o hospital sobreviverá ao mal crônico da escassez de meios e continuará prestando seu relevante serviço. O momento convida ao exercício da solidariedade, em favor dos pacientes. É melhor a condição de poder dar que a de pedir.





