É preciso equipar com mais médicos e técnicos em raios-X o Pronto Atendimento Infantil, mais conhecido como PAI, em Londrina, porque tem havido intensa sobrecarga nesta época de estiagem prolongada e de alterações da temperatura, que afetam sobretudo as crianças. Este Jornal registrou o caso das filas que têm ocorrido, com longas esperas e a insuficiência daqueles profissionais citados. O mal mais sério que afeta as crianças é o das doenças respiratórias, nestes dias frios.
Esse pronto-atendimento, que de modo geral funciona com eficiência, acabou chegando ao limite da capacidade pela falta de mais médicos e outros operadores e também de mais estrutura para pré-atendimento e triagem. Os repórteres da FOLHA constataram que num dia de grande movimento todos os 19 leitos do PAI estavam ocupados e as duas salas de emergência igualmente cheias. A recomendação do médico coordenador, Mohamed El Kadri, é que as mães levem os filhos também para os postos de saúde, de forma a desafogar aquele centro maior, que se converteu em referência e por isso mais procurado. Se em muitos casos os postos de saúde podem atender, será preciso destacar funcionários para dar essa orientação às mães que esperam horas e horas no PAI. A questão é também de exercer agilidade e um esforço a mais para que o problema se resolva e as crianças não padeçam.
Recente reportagem da FOLHA também tratou da questão dos obesos que querem fazer cirurgias do estômago, para emagrecimento, mas aguardam há bastante tempo. Porque em Londrina, por via do Sistema Único de Saúde (SUS), elas só são realizadas no Hospital Universitário, e limitadas a duas por mês. Na lista de espera há 200 pessoas, por isso o fato mobilizou a Associação dos Obesos de Londrina a pedir que o SUS credencie também outros hospitais. Quando iniciou a esse atendimento há nove anos, o HU já fez 472 cirurgias.
Essa operação não é simples e o paciente precisa passar por uma triagem, que demora em média seis meses. Mesmo que o Hospital Universitário anuncie que pretende elevar para quatro o número de cirurgias mensais, ainda assim o credenciamento de mais hospitais será necessário. A obesidade tem um custo social, por isso um maior gasto do SUS nesse setor, além de favorecer os pacientes resultaria numa compensação de gastos.

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