Mais que uma escolha, votar é fortalecer a democracia
Chamar o cidadão para refletir sinceramente sobre o que cada candidato representa para a sociedade é um dos trunfos das eleições
PUBLICAÇÃO
sábado, 26 de outubro de 2024
Chamar o cidadão para refletir sinceramente sobre o que cada candidato representa para a sociedade é um dos trunfos das eleições
Folha de Londrina 
Direitos e deveres do cidadão caminham de mãos dadas. Para ter acesso a serviços de qualidade de saúde, educação e segurança pública, entre outros segmentos, o cidadão deve ter a consciência de que colocar o voto na urna não é só uma obrigação cívica, mas um exercício pleno de democracia. O valor das eleições reside principalmente neste princípio.
Neste domingo (27), três cidades do Paraná realizam o segundo turno das eleições municipais: Curitiba, Londrina e Ponta Grossa. O voto neste domingo significa a gestão futura de cada cidade nos próximos quatro anos. Quatro anos é tempo suficiente para construir avanços ou retrocessos, portanto, o voto na urna é opção pautada por critérios que mostram o que os eleitores desejam para suas cidades.
É importante discernir a importância política e social das propostas de cada candidato, qual a lógica que rege seus projetos além de simplesmente fazer coro a anseios que não determinam a evolução da sociedade como um todo, principalmente no que diz respeito a uma eleição municipal. É comum, nas campanhas municipais, surgirem promessas que fogem da atribuição de um prefeito ou vereador.
Na atualidade, vemos campanhas regidas por pensamentos que colocam conceitos complexos em camisas de força que nem sempre correspondem ao significado correto de cada ideia ou palavra. O que é, afinal, ser um democrata? O que significa chamar alguém de "direitista" ou "esquerdista"? O que representam essas expressões para além dos preconceitos que distorcem seu real significado fazendo com que elas passem a ser usadas até como um xingamento? O eleitor pensa criticamente sobre isso?
Nesse curto momento que antecede o dia da votação, ainda há tempo para o cidadão se interessar e pesquisar a coerência dos projetos apresentados. E mais que os projetos - que podem não passar de planos de governo - interessa o que alguns candidatos realizam ao caminhar na vida pública, seja em câmaras municipais ou federal, assembleias legislativas ou em secretarias.
Promessas de campanha todos fazem, a realização das promessas no passado percorrido determina a confiança na gestão futura desses representantes da vida pública.
Uma análise criteriosa do que cada candidato já fez ou faz é um critério para estabelecer confiança. Chamar o cidadão para refletir sinceramente sobre o que as ações de um candidato representam para a sociedade como um todo - levando em conta as condições de igualdade política, social e econômica - é um dos trunfos das eleições, mais que isso, um trunfo da democracia.
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