O ministro Marcus Vinicius Pratini de Moraes tem uma certa identificação com Londrina, porque na primeira vez que aqui esteve, como titular da Indústria e Comércio, criou o Instituto Agronômico do Paraná e proporcionou os recursos iniciais para implantá-lo. Ontem, em mais uma visita à feira, agora como ministro da Agricultura, anunciou um reforço de R$ 350 milhões para o programa de modernização da frota brasileira de máquinas e implementos agrícolas, e lançou a campanha de divulgação do Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação Bovina e Bubalina. Na sequência foi a Marialva lançar oficialmente as normas de classificação da uva e do abacaxi in natura.
O programa de melhoria do padrão da maquinaria agrícola permitiu elevar os níveis da atividade rural e aumentar a produtividade no campo. E com a certificação da pecuária, começa a operar-se um rastreamento dos rebanhos, que é uma das primeiras exigências do mercado internacional de carne – e a carne bovina oriunda do Brasil situa-se entre as melhores, pela característica de alimentação dos animais, estribada na pastagem a campo aberto. A certificação prevê vários procedimentos, que atestam a origem, o estado sanitário, a produção e a produtividade da pecuária brasileira, pelo monitoramento individual dos animais. Todas essas informações irão acompanhar o produto final, que é a carne, e chegarão ao conhecimento do consumidor, inclusive pela própria embalagem. Como diz o ministro Pratini, ‘‘é o passaporte que faltava para o aumento das exportações de carne’’.
E a classificação das frutas – que começa por aqueles dois produtos e irá se estendendo aos demais – proporcionará a melhoria de qualidade, pela existência do controle de variedade, calibre, sabor etc., e mais renda para o produtor. Este é o Paraná pujante que vem melhorando o padrão da qualidade dos seus produtos e firmando-se cada vez mais como Estado marcadamente agrícola e pecuário. Os reflexos disto, entre tantos, são visíveis na Exposição 2002 de Londrina, agora retomando um enfoque mais destacado também para os produtos especificamente agrícolas. A cada mostra percebe-se novos avanços, que se devem à ousadia do empresário rural, à introdução da tecnologia no campo e em especial ao trabalho e à dedicação dos técnicos da pesquisa.

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