A psicologia vem se destacando como uma das profissões mais procuradas no Brasil. Segundo dados da Fuvest 2024, o curso de psicologia está entre os dez mais concorridos da Universidade de São Paulo, com mais de 60 candidatos por vaga. Esse número reflete um movimento que vai muito além da USP: um interesse crescente da sociedade por compreender a mente humana e cuidar da saúde emocional.

Nos últimos anos, o Brasil viveu um verdadeiro boom da psicologia. O Censo da Educação Superior (Inep, 2023) mostra que o número de matrículas na graduação cresceu 42% em uma década, impulsionado principalmente pela expansão de faculdades particulares. Hoje, são mais de 1.100 instituições oferecendo o curso no país.

Por um lado, esse cenário amplia o acesso e contribui para uma maior conscientização sobre a importância da saúde mental. Por outro, levanta uma preocupação necessária: a qualidade da formação dos futuros psicólogos.

Em muitas instituições, a pressa em abrir novos cursos não foi acompanhada pelo investimento em infraestrutura, corpo docente qualificado e práticas clínicas adequadas. O resultado são estudantes que, apesar do diploma, saem da universidade sem a base necessária para lidar com as complexidades do trabalho psicológico.

Essa lacuna na formação também alimenta uma disputa de credibilidade entre a psicologia e outras práticas não regulamentadas, como o coaching e terapias holísticas, que muitas vezes se apresentam como alternativas à psicoterapia. Nesse contexto, a profissão precisa reafirmar constantemente seu caráter científico e ético, mostrando que o cuidado emocional exige preparo técnico e responsabilidade.

Por isso, é fundamental que o Ministério da Educação (MEC) intensifique a fiscalização dos cursos de graduação e pós-graduação em psicologia. Garantir que as universidades cumpram critérios de qualidade não é apenas uma questão acadêmica, mas uma necessidade social. Formar psicólogos competentes é investir em uma sociedade mais saudável, empática e emocionalmente equilibrada.

A popularização da psicologia é, sem dúvida, um reflexo positivo do nosso tempo. Mas ela só será realmente transformadora se vier acompanhada de formação sólida, ética e humana, aquela que prepara o profissional para ouvir, acolher e transformar vidas com sensibilidade e conhecimento.

Tomás Machado é psicólogo clínico, pós-graduado em sexologia aplicada e psicologia positiva

O mundo reverso de Trump

Quando analisamos as atitudes de Trump, buscando o fortalecimento dos EUA. Vem a questão. Não deveria ser o contrário? Para fortalecer a América não seria melhor abrir ainda mais seu mercado? Atraindo cada vez mais investidores, cientistas, pesquisadores, empresários etc. Usando fortemente a liberdade que foi sempre o grande trunfo dos americanos. Não agindo como a China e a Rússia, que possuem mercados mais controlados. Pelo menos com liberdades vigiadas.

Ajudando também países subdesenvolvidos e em desenvolvimento, para que possam auxiliá-los em seu suposto fortalecimento. Incentivando essas populações a permanecerem em seus países.

Na força, com sanções e tarifaços, acho que ele não vai a lugar nenhum.

Só um questionamento.

Jose Cezar Vidotti, economista, de Londrina

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