Mais policiamento intimidando bandidos
Quinhentos novos policiais-militares nas ruas das cidades paranaenses ainda não são suficientes, mas contribuem grandemente para intimidar os bandidos. E isso dá mais segurança aos cidadãos, que vivem amedrontados - no Paraná como em todo o Brasil - porque os roubos e assaltos, muitos com mortes, são hoje a maior preocupação. Só a notícia de que há mais vigilância policial põe a bandidagem de alerta e a faz recuar. Esses agentes foram recrutados dentro dos quartéis, onde faziam serviços burocráticos.
A operação foi programada para ser temporária, porque os trabalhos internos também precisam ser executados, mas é o caso de remanejar serviçais de outros setores públicos e manter esses policiais nas ruas. Se, nas sedes das corporações, o atendimento ao público foi um pouco diminuído, o serviço ganhou amplitude ao atender à mesma população de forma mais efetiva e naquilo que ela mais necessita: a segurança. Ao se pronunciarem a este Jornal sobre a medida, as pessoas ouvidas - que representam um consenso geral - é que elas se sentem mais seguras quando, ao andar nas ruas, vislumbram a presença de policiais. Porque se um cidadão os vê, muito mais os vêem os bandidos, que quando não enxergam nas proximidades um policial sentem-se mais livres para agir.
Porque este está fardado e armado e tem habilidades que o cidadão não tem para enfrentar um delinquente, e o marginal sabe com quem está lidando. Se esses fora-da-lei são ousados e também desafiam a polícia, porque agem igualmente armados, é certo que o enfrentamento que terão será equivalente e eles têm a certeza de que um policial não hesita em disparar sua arma. Isto inibe o ímpeto do bandido e o torna mais vulnerável, porque se ele é perigoso, também se protege.
Assaltos não acontecidos não são notícia nos jornais - porque não se fala de algo que poderia ter sido - mas muitos são evitados pela simples presença ostensiva da polícia. Os balanços comparativos irão demonstrar a importância da presença física dos policiais nas ruas e outros locais onde os atentados ao patrimônio alheio são mais frequentes. Os agentes mais antigos conhecem boa parte dos delinquentes e os identificam, porque muitos já têm passagem pela polícia. O deslocamento desses homens que ora ocorre - da administração para a repressão nas ruas - foi uma providencial medida, que não tem custo alto e exalta a estratégia do Governo e dos comandos da Polícia Militar.





