Mais investimentos em energia renovável
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domingo, 02 de setembro de 2018
O crescimento do número de empresas e famílias que optam pela instalação de equipamentos de geração de energia solar fotovoltaica mostra uma tendência, no Brasil, pelo investimento em energia renováveis. Tanto que a geração de energia solar fotovoltaica por meio de usinas que revendem ao mercado cresceu 88 vezes de junho de 2017 a junho de 2018. A informação é da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica e os dados são mostrados em reportagem, nesta segunda-feira (3), da Folha de Londrina. Por maior que seja a diferença, é preciso lembrar que a variação é a partir de uma base de comparação ínfima, o que faz com que qualquer aumento seja gigantesco. A boa notícia é que essa tendência está ajudando a baratear os equipamentos e incentivar a abertura de linhas de crédito. Economia e sustentabilidade são as principais vantagens.
Hoje, no Brasil, a recuperação do investimento já caiu para menos de 3,5 anos em 18 capitais do País, conforme levantamento do Índice Comerc Solar, empresa que é a maior gestora de energia do Brasil com mais de 1.600 unidades de 820 empresas. Na baixa tensão, própria para residências e pequenas empresas, a campeã é Teresina (PI), com 2,86 anos de tempo de retorno. O indicador, divulgado na semana passada, leva em consideração a tarifa de cada local e a economia gerada pelo uso de painéis fotovoltaicos.
Curitiba, que não se pode chamar de uma capital ensolarada, é somente a 23ª colocada dos 25 locais comparados. Mesmo assim, o investimento é pago em 4,16 anos. A probabilidade é que esse tempo diminua mais ainda aos poucos, já que a tecnologia e o aumento de fornecedores de equipamentos possibilitam a redução dos custos de instalação.
Especialistas acreditam que o País tenha potencial semelhante à Austrália para geração fotovoltaica, país onde oito a cada cem pessoas têm projeto solar próprio. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica, de junho de 2013 a junho deste ano, o número de conexões de microgeração no Brasil subiu de 23 mil para 30,9 mil, das quais 99% com tecnologia solar. O governo quer incentivar o uso de energias renováveis, tanto que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social planeja lançar ainda em setembro a linha Finame Energia Renováveis.
A capacidade do País é expressada pelos números das usinas fotovoltaicas. A geração saltou de 2,94 MW médios no primeiro semestre de 2017 para 260 MW médios no mesmo período deste ano. A capacidade instalada das plantas passou de 278,6 MW para 1.347,4 MW no mesmo comparativo, com perspectiva de chegar a 2.309,3 MW em 2022.
O Brasil é rico em recursos naturais e a alta incidência solar é uma delas. Esses recursos significam fontes renováveis de energia e solução para composição de uma matriz elétrica diversificada. O maior movimento em direção às energias renováveis demonstra que a sociedade começa a adotar uma postura sustentável, pois além do aspecto econômico é uma importante estratégia para combater as mudanças climáticas.



