As mulheres correm mais riscos do que os homens quando consomem drogas, afirmam os especialistas. Apesar de apenas os efeitos do álcool terem passado por análise mais detalhada, os médicos dizem que a mulher apresenta maior fragilidade para outros entorpecentes também.
''Ela é mais frágil por causa da massa muscular e dos hormônios e recebe muitas cobranças dos filhos, do marido e da sociedade de forma geral. Ela também sofre muito com a dependência, porque sente-se mais culpada e desvalorizada do que o homem'', afirma Celso Maçanero, coordenador de clínica.
O médico e terapeuta José Carlos Vasconcelos, diz que estudos mostram que a mulher tem uma resistência equivalente a apenas 50% da do homem. ''Normalmente a mulher não sabe disso e tenta acompanhar o ritmo de outros. Essa fragilidade é real e se atribui aos ciclos hormonais'', alerta. Por causa da diferença fisiológica, a mulher desenvolve mais rapidamente doenças como cirrose e hepatite alcóolica.
Segundo o diretor de um centro de recuperação com sede em São Paulo, Edmundo Maia, a mulher se embriaga quatro vezes mais que o homem, ingerindo a mesma quantidade de bebida. ''Embora as consequências físicas sejam as mesmas para os dois sexos, a dependência se instala mais rapidamente na mulher. Com isso, a progressão da doença também é mais veloz e devastadora no organismo feminino'', informa.

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